terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pentágono ameaça retaliação contra a Embraer


Transcrevo na íntegra mensagem que recebi. Agradeço a confiança e informo que levarei ao plenário do Senado já na reabertura dos trabalhos, em fevereiro. Vale a pena saber:

Na qualidade de moderador de um fórum de pequenos acionistas da Embraer, venho solicitar ao ilustre Senador tornar-se nosso porta-voz no Plenário do Senado, onde tantas vezes já se ouviu seus pronunciamentos na defesa das causas justas e honestas.O assunto em pauta é o Projeto FX-2, que influenciará em diversos setores da nossa economia, além de promover o respeito e a posição de nosso País perante a comunidade internacional.O governo Lula tem demonstrado uma forte tendência de escolher o avião Rafale da francesa Dassault para equipar a FAB e incentivar a nossa indústria aeroespacial através da Embraer.No entanto, pelo relatório da FAB e pelas manifestações inequívocas da Embraer o melhor negócio para o Brasil é o avião Gripen NG da sueca SAAB.Diferenças absurdas de valores chamam a atenção da população brasileira para o negócio prestes a se concretizar. Com o valor de um avião francês é possível comprar 2 aviões suecos, no custo de manutenção, então, a diferença passa a ser escandalosa: enquanto o avião sueco tem um consumo de 4.000 dólares por hora/vôo esse valor sobe para 20.000 dólares por hora/vôo com o modelo francês, um dispêndio 5 vezes maior. Assim, levando-se em conta que serão 120 aviões com o tempo de vida presumido de 30 anos, será simplesmente uma sangria nas economias do país por 3 décadas.O americano F-18 Super Hornet da Boeing foi classificado em segundo lugar principalmente por ter apresentado o 2º valor por aparelho, bem como o 2º custo de manutenção e ainda, pela falta de uma manifestação clara sobre a transferência total de tecnologia, item prioritário para as pretensões do Brasil.Caso o governo não atenda a classificação técnica constante do relatório da FAB, e decida pela confirmação da manifestação precipitada do Presidente Lula pelo avião francês – anunciada em 7 de setembro de 2009, demonstrará aos Estados Unidos da América e à Suécia que eles foram convidados para um ‘jogo de cartas marcadas’, nos deixando muito mal, não só perante essas duas nações, mas também, perante toda a comunidade internacional e mostrará a todos que o Brasil ‘simplesmente’ não é sério nas suas relações negociais. Ficará evidente que o governo convidou essas três nações para uma ‘pseudolicitação’.Os fatos que se apresentam até aqui nos levam ao seguinte questionamento: Se o governo não pretendia atender as recomendações da FAB, por que expô-la ao ridículo? Além de não desautorizá-la perante o mundo, poderia, também, tê-la poupado desse trabalho de análise árduo e oneroso, que resultou num relatório de 30.000 páginas. Essa falta de tato e de respeito, com uma das instituições motivo de orgulho nacional, fere os sentimentos não só dos militares, mas de todo o povo brasileiro.Impor a Embraer, uma instituição privada, a fabricação de um avião que nunca foi vendido a qualquer país, por justamente ser extremamente caro e de tecnologia em vias de superação, pode afetar o equilíbrio desta que é uma empresa de ponta do nosso país e de fundamental interesse para nossa economia, tolhendo-a de ampliar nossos horizontes econômicos com possíveis participações em futuras licitações e negociações deste tipo de aeronave em nível internacional.Foi salientado ainda pela FAB, como uma vantagem importante da oferta sueca, o fato de ser a única proposta que contempla um produto passível de ser desenvolvido em parceria com a indústria brasileira e a própria FAB, produzindo um avião mais moderno do que o já existente, redundando num produto made in Brasil/Suécia. Contando mais uma vez com seu destemido apoio, subscrevo muito atenciosamente.



ACM – Capitão Reformado do Exército, gaúcho e seu sincero admirador.

Blog do Senador Álvaro Dias

Guerra é guerra

Está batido o martelo pelo Pentágono. A indústria aeronáutica americana não fornecerá mais os componentes do Super Tucano, caso o caça comprado por Lula seja o Rafale. Os americanos até aceitam que o escolhido não seja o F-18, mas que, então, o Brasil compre o sueco Gripen, onde eles têm participação importante em componentes. O Rafale é inaceitável. Se Lula teimar e bater pezinho, que resolva o problema da Embraer, que perderá os componentes americanos para os seus tucaninhos. Guerra é guerra. E os americanos conhecem este campo muito melhor que o torneiro mecânico e a sua turma.

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