quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tarso, sempre ele


Sempre ele!!!

Não há idéia autoritária, estúpida ou heterodoxa do governo Lula — e, portanto, DE LULA — que não tenha origem em Tarso Genro ou que, ao menos, não conte com o seu aval. Quando a coisa não tem a sua marca explicita, deixa o rastro de sua intervenção solerte.

A última desse gigante é propor uma lei que torne obrigatória a distribuição aos empregados de 5% do lucro líquido das empresas. Vamos ver. Tratarei do assunto em posts seguintes.

Só para lembrar outras contribuições recentes de Tarso à democracia:
1 - comportar-se como corte revisora da Justiça italiana para manter no Brasil o homicida Cesare Battisti;
2 - esforço continuado para rever a Lei da Anistia;
3 - participação ativa na elaboração de um Programa Nacional de Direitos Humanos que extingue a propriedade privada, cria a censura do Brasil, ameaça as empresas de comunicação com a cassação de concessões e persegue símbolos religiosos.


......

Para quem não acompanhou a história da proposta do governo que obriga as empresas a distribuir aos empregados 5% do lucro líquido das empresas, segue uma síntese:
1 - A proposta foi lançada naquele Parque dos Dinossauros da esquerda, que é o tal Fórum Social Mundial;
2 - a divulgação foi feita pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e pelo secretário de Reforma do Judiciário, Rogerio Favreto;
3 - Tarso Genro, então, se manifesta e diz que se trata apenas de um “estudo”;
4 - o tal Favreto afirma que a proposta original partiu da Secretaria de Assuntos Estratégicos (a Sealopra, lembram-se?) e que o Ministério da Justiça só a debateu em seu grupo de trabalho;
5 - Tudo conversa mole! A coisa já estava mais adiantada. Em reunião do Fórum Social Mundial, que contou com a participação de Lupi e do próprio Favreto, foi distribuído um folder oifical, vermelho — azul é que não seria… —, com um decálogo de mudanças propostas por uma certa Comissão de Alto Nível do Direito do Trabalho, presidida por… Favreto — isto é, por Tarso Genro.

Lula Inácio Lula da Silva — o presidente, vocês já devem ter ouvido falar — não aparece no debate. Uma proposta com esse alcance surge como se fosse uma coisinha da Sealopra, debatida pelo Ministério da Justiça, com o apoio do Ministério do Trabalho…. É claro que Lula, como sempre, sabia de tudo.


Reinaldo Azevedo



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