quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Terremoto devasta o Haiti. Zilda Arns e 4 militares morreram


O terremoto de 7,3 graus de magnitude que atingiu o Haiti na terça-feira destruiu a capital país, Porto Príncipe e interrompeu boa parte dos meios de comunicação na região. Justamente por isso, ainda não foi divulgado nenhum balanço oficial sobre o número de mortos. A brasileira Zilda Arns, 73 anos, médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, é uma das vítimas fatais da tragédia, segundo a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). O Exército também informou que quatro militares brasileiros que integravam a missão de paz das Nações Unidas morreram na tragédia.

Salvatti informou que assessores do Planalto disseram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que Zilda Arns estava na rua quando o tremor ocorreu. A notícia também foi confirmada pelo gabinete do senador Flávio José Arns, sobrinho de Zilda, em Curitiba.

Nascida em Santa Catarina, Zilda era representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Ela era também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa.

Exército - O Brasil tem 1.266 militares na Força de Paz da ONU, a Minustah. Em nota, o Comando do Exército informou que o 1º tenente Bruno Ribeiro Mário, o 2º sargento Davi Ramos de Lima e os soldados Antônio José Anacleto e Tiago Anaya Detimermani, todos do 5º batalhão de Infantaria Leve, com sede em Lorena (SP), morreram vítimas do terremoto. Todos estavam fora da base no momento do abalo. "É possível que tenhamos mais mortes", afirmou o coronel Eduardo Cypriano, subchefe da comunicação do Exército.

O Exército ainda informou que há também militares feridos. São eles: tenente-coronel Alexandre José Santos; capitão Renan Rodrigues de Oliveira; 3o sargento Danilo do Nascimento de Oliveira; cabo Eugênio Pesaresi Neto e soldado Welinton Soares Magalhães. "O Exército brasileiro, consternado e imbuído do mais alto sentimento de solidariedade, está empenhado em prestar todo apoio necessário às famílias dos militares vitimados pela tragédia", informou o general Carlos Alberto Neiva Barcellos.

Destruição - A rede americana CNN informa que seus repórteres no país testemunharam cenas de grande destruição e vários corpos espalhados pelo chão. O Departamento de Estado americano disse que a expectativa é de que a tragédia tenha provocado "muitas mortes". "A única coisa que eu posso fazer agora é rezar pelo melhor", disse o embaixador haitiano nos Estados Unidos Raymond Joseph. Segundo a agência de notícias France-Presse, os mortos podem chegar a centenas. "Acreditamos que há centenas de mortos", disse à agência um médico da capital haitiana. "O centro de Porto Príncipe está destruído, é uma verdadeira catástrofe", revelou um morador da cidade, após caminar vários quilômetros em meio a cenas de pânico.

As autoridades do país já confirmaram a destruição de importantes construções, como o palácio presidencial, igrejas, o prédio onde fica o Banco Mundial, além de dezenas de casas. O abalo também destruiu o prédio da Organização das Nações Unidas (ONU) em Porto Príncipe, segundo um porta-voz da instituição. Ele ainda informou que há vários funcionários da ONU desaparecidos. Já o Encarregado de Negócios do Brasil em Porto Príncipe, Cláudio Campos, informou que o prédio da embaixada brasileira sofreu sérios abalos, mas não houve vítimas entre os funcionários do país.

Caos - Tremores que se seguiram ao grande terremoto continuam a assustar a população do país. Muitas regiões permanecem sem eletricidade. O terremoto teve seu epicentro situado a 14 km da localidade de Carrefour, e a 27 km de Petionville, no sudeste do Haiti. Um correspondente da agência de notícias France-Presse em Petionville viu um prédio de três andares desabar sobre várias vítimas, enquanto centenas de pessoas corriam pelas ruas em pânico.


Veja.com

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