segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Será?


O grupo liderado pelo ex-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso desembargador José Ferreira Leite, em rota de colisão com o também ex-presidente Paulo Lessa, está articulando apoio político com alguns parlamentares da bancada mato-grossense em Brasília, com o presidente do Dnit (Departamento Nacional de Insfraestrutura dos Transportes), Luís Antônio Pagot, e com o presidente Lula, através da maçonaria. O intuito é fazer um trabalho de convencimento com os conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os quais irão julgar no próximo dia 23 o procedimento administrativo que prevê afastamento de 10 magistrados em Mato Grosso.

O grupo de Ferreira Leite tem ido a Brasília semanalmente fazer as articulações. Por outro lado, o grupo dos desembargadores Paulo Lessa e Orlando Perri, ex-presidente e ex-corregedor do TJMT, respectivamente, responsáveis pela contratação de empresa que detectou desvios de dinheiro no Tribunal de Justiça (TJ-MT) e autores da denúncia contra o grupo de Ferreira Leite, também têm feito seu lobby político junto aos conselheiros, para mostrar que a tese dos denunciantes está correta.

Lessa e Perri, porém, têm um trunfo nas mãos, um parecer do procurador-geral Roberto Gurgel, o qual pede afastamento dos 10 magistrados investigados no Estado. São eles os desembargadores Mariano Travassos, atual presidente eleito do TJ; José Ferreira Leite e Tadeu Cury, ex-presidente e ex-vice-presidente do TJ); ex-presidente da Associação Mato-Grossense dos Magistrados (Amam), Antônio Horácio Neto; e os juízes Irênio Lima Fernandes (homem-forte do atual presidente), Marcelo Souza Barros, Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, Maria Cristina Simões, Graciema Ribeiro Caravellas e Marcos Ferreira.


Entenda o caso

Em maio de 2008, o relatório realizado pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, na época comandada pelo desembargador Orlando Perri, veio à tona e denunciou um desembargador e outros quatro juízes que teriam recebido vantagens salariais irregulares, no período em que Ferreira Leite era presidente, e usado o dinheiro público para socorrer financeiramente investidores ligados à loja maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso.

Esses investidores aplicaram suas economias, incentivados pela maçonaria, na Cooperativa de Crédito Poconé-Sicoob Pantanal, de Poconé (MT), que quebrou. De acordo com dados do relatório, os juízes e o desembargador se esforçaram para honrar o investimento de mais de R$ 1 milhão por meio de créditos irregulares e empréstimos de colegas.

No relatório, o corregedor-geral de Justiça investigou os juízes Marcelo Souza de Barros, Irênio Lima Fernandes, Antonio Horácio da Silva Neto, presidente da Associação de Magistrados de Mato Grosso, e Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, filho do desembargador José Ferreira Leite, grão-mestre do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso.


Olhar Direto

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