terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Zéca Diabo


Do site do PPS:

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, defendeu nesta terça-feira (23) que o Ministério Público investigue a fundo as consultorias que o deputado cassado José Dirceu (PT-SP) vem prestando a empresas privadas com negócios com o governo. Para ele, essa ação é de fundamental importância para impedir “a mais nova negociata petista”, que tem como personagens centrais uma obscura empresa das Ilhas Virgens Britânicas, a Telebrás e o chefe da quadrilha do mensalão.

Reportagem da Folha de S. Paulo revela que o ex-ministro recebeu ao menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como promete o governo, para comandar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga. O dinheiro foi pago entre 2007 e 2009 pelo empresário Nelson dos Santos, dono da Star Overseas, que adquiriu por R$ 1 a empresa Eletronet, dona de 16 mil quilômetros cabos de fibra óptica ligando 18 Estados. Nos planos do governo, a reativação da Telebrás será feita justamente por meio da estrutura da Eletronet, uma empresa que estava falida antes do interesse de Santos e Dirceu pelo negócio.

“O Ministério Público precisa investigar isso, até porque José Dirceu tem contra si uma folha corrida, não um currículo. Onde ele aparece é preciso que se tenha maior precoupação com a moralidade pública. Por isso o Ministério Público, que vem tendo um papel importante nesse escândalo que envolve o governo do Distrito Federal, deve estar mais atento. É necessário não ficar vigilante apenas em relação ao governo de Brasília, mas também a negócios escusos que estão sendo feitos à sombra do governo federal”, cobrou Feire.

O centro de toda essa ilegalidade que tem como operador o ex-ministro José Dirceu é, na opinião do presidente do PPS, o presidente Lula. “Como disse o ex-ministro Paulo Brossard, o centro da ilegalidade do Brasil é o presidente da República. Isso aí está evidente, pois quem está falando da Telebrás é o governo Lula, que quer restaurá-la em nome de um estado forte. Na verdade estamos descobrindo que vai restaurar para privilegiar e enriquecer amigos e lobistas”.

Freire lembra que este não é o primeiro caso suspeito envolvendo o governo Lula e empresas privadas. Ele citou os casos da fusão da Oi com a Brasil Telecom e a sociedade entre a Telemar e a Gamecorp, empresa do filho do presidente Lula (leia mais abaixo). “Isso desnuda a bandeira do Estado forte levantada pela candidata Dilma e o PT. Eles não estão com nenhum discurso ideológico, mas querem é a privatização do estado em benefício dos amigos do governo. O que estamos assistindo é uma grande negociata e a sociedade precisa reagir”, finalizou Freire.

MAIS NEGÓCIOS SUSPEITOS
Lulinha e Telemar
Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, abancanhou uma bolada de R$ 5 milhões ao fechar contrato, em 2004, com a Telemar. A concessionária de serviço público se tornou sócia da Gamecorp, empresa de Lulinha especializada na produção de joguinhos eletrônicos. Além do aporte inicial, a Telemar (que hoje se chama Oi e comprou a Brasil Telecom com dinheiro público - leia aqui ) vem gastando anualmente quase R$ 5 milhões com patrocínio e produção de programas de TV da Gamecorp, que compra espaço nas emissoras para exibir seus produtos. Saiba mais aqui e aqui.

Dilma e Varig
O candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, também se envolveu diretamente em assuntos da iniciativa privada e usou o poder que detém no governo, como ministra da Casa Civil, para pressionar a Anac a aprovar a venda da Varig e da VarigLog ao fundo americano Matlin Patterson e a três sócios brasileiros. A denúncia foi feita pela ex-diretora da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) Denise Abreu em depoimento à Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Saiba mais

No mesmo caso da Varig apareceu outra figura conhecida no mundo dos “negócios” petistas. Trata-se do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula, que teria recebido US$ 5 milhões da VarigLog. Saiba mais

Zé Dirceu e as consultorias
Reportagem da revista Veja mostra que (leia aqui), mesmo depois de cassada, o ex-deputado José Dirceu não só manteve estreita relação com o governo Lula como usou dessa influência para enriquecer. A publicação estimou que, em 2007, ele faturava R$ 150 mil por mês com suas “consultorias”. Entre os clientes estariam a TAM, a Telemar. No caso da Telemar, hoje Oi, o “serviço” de Dirceu foi frutífero, pois a empresa recebeu R$ 4,4 bilhões do BNDES. Saiba mais



Reinaldo Azevedo

Um comentário:

Auber Lopes de Almeida disse...

Doutor, desculpa eu me atravessar assim, mas este vídeo tu não podes perder! http://por-outrolado.blogspot.com/2010/02/o-que-nao-faz-manguaca.html