terça-feira, 16 de março de 2010

Presidente do Memorial do Holocausto pede a Lula encontro com Ahmadinejad


JERUSALÉM - O rabino Israel Lau, presidente do Memorial das Vítimas do Holocausto e sobrevivente dos campos de extermínio nazista, pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva organize um encontro com seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Segundo o rabino, a reunião servirá para mostrar que o presidente do Irã se equivoca em negar a existência do Holocausto - a morte de cerca de 6 milhões de judeus nas mãos da Alemanha de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

"Como sobrevivente de Buchenwald quero me reunir com ele para que escute meu testimônio. Assim posso demonstrar-lhe que se equivoca quando nega a existência do Holocausto", disse Lau, segundo a agência France Presse. O rabino pediu que Lula organize a reunião quando e onde quer que seja.

O religioso foi libertado do campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha, em 1945, quando tinha três anos de Idade. Como grão-rabino de Tel Aviv, Lau preside o Memorial do Holocausto desde 2008.

Lula afirmou que a humanidade não pode permitir nunca mais que o Holocausto se repita. "A humanidade deve repetir quantas vezes for necessário: nunca mais, nunca mais, nunca mais. Eu acredito que visitar o Museu do Holocausto deveria ser quase uma obrigação a todo ser humano que quer dirigir uma Nação", afirmou Lula.

O presidente visitou também o Bosque de Jerusalém, onde plantou uma oliveira que recebeu o seu nome. É o último dia de sua visita a Israel, onde chegou no domingo para se encontrar com as autoridades israelenses e tentar colocar o Brasil como um mediador no conflito do Estado judeu com os palestinos.

Lula também recebeu representantes de três organizações não-governamentais israelenses e palestinas. Ao final de seu percurso de quase uma hora no museu, o brasileiro participou da cerimônia da "Chama Eterna", na Tenda da Memória, em cujo piso estão registrados os nomes dos seis campos de concentração nazistas e das fossas onde judeus foram fuzilados e enterrados. Ele percorreu o complexo ao lado do presidente de Israel, Shimon Peres, com quem se encontrou na segunda-feira.


Estadão

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