quarta-feira, 10 de março de 2010

Um bando de Terroristas de Saias Desocupadas e Mal Amadas


Começou no último dia 8, Dia Internacional da Mulher, a 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. No Brasil, a marcha irá até o próximo dia 18 com um ato de encerramento no estádio do Pacaembu, na capital paulista. Durante os dez dias da ação, cerca de 3.000 mulheres de diversas partes do país participarão de uma caminhada entre as cidades de Campinas e São Paulo.

O lema desta edição é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, e a plataforma de ação se baseia em quatro eixos de luta: autonomia econômica das mulheres, bens comuns e serviços públicos (contra a privatização da natureza e dos serviços públicos), paz e desmilitarização, e violência contra as mulheres.

Durante a marcha, as caminhantes passarão por dez cidades paulistas: Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea Paulista, Cajamar, Jordanésia, Perus, Osasco e, finalmente, São Paulo.

Durante as manhãs, as mulheres participam da caminhada e no período da tarde são ministradas atividades de formação, com cursos e oficinas sobre diversos temas, entre eles: trabalho doméstico; saúde da mulher e práticas populares de cuidado; sexualidade, autonomia e liberdade; educação não sexista e não racista; economia solidária e feminista; soberania alimentar, reforma agrária e trabalho das mulheres no campo; agroecologia; biodiversidade, energia e mudanças climáticas; políticas de erradicação da violência doméstica e sexual; tráfico de mulheres e direito ao aborto.

No dia 16, em Perus, haverá um debate sobre paz e desmilitarização, que contará com
a presença da filha mais velha do revolucionário Ernesto Che Guevara, a pediatra cubana Aleida Guevara.

No encerramento do ato, em São Paulo, as mulheres farão um balanço da marcha e planejarão os próximos passos.

O encerramento internacional da Marcha Mundial das Mulheres ocorrerá entre 7 e 17 de outubro --Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, com novos atos e marchas simultâneas que terão como ponto de encontro a província de Sud Kivu, na República Democrática do Congo.

Sobre a MMM
A Marcha Mundial das Mulheres nasceu em 2000 como uma grande mobilização contra a pobreza e a violência. Naquele ano, as ações começaram em 8 de março e terminaram em 17 de outubro. O lema do evento era “2000 razões para marchar contra a pobreza e a violência sexista”.

A inspiração para a criação da MMM partiu de uma manifestação realizada em 1995, no Canadá. Na ocasião, 850 mulheres marcharam 200 quilômetros, pedindo, simbolicamente, “Pão e Rosas”.

A MMM já realizou duas ações internacionais, em 2000 e 2005. A primeira contou com a participação de diversos grupos em 159 países e territórios. As militantes entregaram à ONU, em Nova York, um documento com 17 pontos de reivindicação, apoiado por cinco milhões de assinaturas.

A segunda ação mundial, em 2005, construiu a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, em que expressa sua visão das alternativas econômicas, sociais e culturais para a construção de um mundo fundado nos princípios da igualdade, liberdade, justiça, paz e solidariedade entre os povos e seres humanos em geral, com respeito ao meio ambiente e à biodiversidade.


UOL

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