terça-feira, 6 de abril de 2010

Tragédia, Chuva e a vigarice da mídia

O Rio de Janeiro registrou volume de chuva recorde para um único dia - o maior em pelo menos 44 anos -, causando estragos, deslizamentos e 95 mortes em vários locais da região metropolitana desde a noite de segunda até a tarde desta terça-feira (6/4).

Institutos consultados pelo G1 apontam que o volume é o maior das últimas décadas. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os dados indicam que a quantidade foi a mais elevada desde 1962, há 48 anos, quando foi registrado o maior volume em único dia pela série histórica - a medição é feita desde 1917. Já segundo a prefeitura do Rio, o volume registrado bateu o das chuvas de 1966, há 44 anos, quando tempestades também causaram estragos no município.
O Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Georio), que analisa os dados pluviométricos de 32 locais da cidade, destaca que, somente nos seis primeiros dias deste mês, já choveu na maioria das estações mais do que em todos os meses de abril desde o início da série histórica, de 1997.



G1

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As chuvas que atingiram São Paulo na madrugada desta quinta-feira (21/1) foram as piores dos últimos 50 anos em alguns pontos da cidade, de acordo com o prefeito Gilberto Kassab (DEM), em depoimento nesta manhã. Segundo ele, o motivo das frequentes enchentes é o "crescimento desordenado da cidade". A área mais atingida foi a zona sul, principalmente a Vila Mariana, com um volume de água de 112 milímetros.

Durante depoimento, Kassab disse que, devido a motivos políticos, "algumas pessoas não estão contribuindo para que a vida dos moradores volte à normalidade". Segundo ele, os boatos de que não serão construídas novas moradias pelo CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) aos moradores desabrigados não são verdadeiros.

Para acompanhar o trabalho da Defesa Civil nos locais mais afetados da zona sul, Gilberto Kassab afirmou que irá para área da Suprefeitura da Capela do Socorro ainda no final desta manhã. Ele também informou que o rodízio de veículos não será suspenso.


R7

25 de fevereiro de 2010

Depois do corte de verbas promovido no Orçamento da prefeitura na ordem de 20% para gastos diversos em prevenção às enchentes, como o corte com recolhimento de lixo e saneamento básico, com limpeza de galerias, a prefeitura de São Paulo controlada pelo DEM exibiu um vídeo que culpa o mau tempo em São Paulo pelas enchentes.

O programa dizia que os sucessivos alagamentos e enchentes são conseqüência “dos quase 50 dias de chuva que atingem o Estado” e que as tempestades eram um "dilúvio" e que "não tem cidade que aguente".

Depois disso, foram exibidas imagens mostrando uma ação da prefeitura de suposto combate às enchentes em São Paulo na zona Leste, região que foi a mais atingida.

Enquanto cortou os gastos para prevenção das enchentes (bem como das doenças que resultam das chuvas, como a dengue) Kassab aumentou no ano passado o gasto de propaganda para um valor recorde.

Em dezembro do ano passado foi decidido pela prefeitura aumentar a previsão de gasto com publicidade de R$ 105 milhões para R$ 126 milhões. Este aumento foi garantido porque parte desta verba foi arrecadada de R$ 600 milhões que foram tirados do aumento do IPTU cobrado da população.

Está claro agora que a verba é gasta não para solucionar os problemas da população e acabar com a situação de calamidade, mas sim para encobrir esta situação e enganar a população.

No entanto, está cada vez mais claro que a população das favelas e bairros pobres de São Paulo, principalmente da Zona Leste, não se engana sobre o descaso que sofre por parte da prefeitura e de suas máfias.

O exemplo dos moradores da Zona Leste, que fizeram diversas manifestações contra as enchentes em São Paulo, mostra uma mudança da situação política, na qual os trabalhadores começam a tomar consciência de que é preciso se organizar e se mobilizar para que qualquer mudança na sua situação possa ocorrer.

PCO


Márcio Fernandes/AE

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e o governador do Estado, José Serra (PSDB), entraram em contradição nesta quarta-feira, 9/1, ao explicarem os motivos do alagamento das marginais do Tietê e do Pinheiros durante as fortes chuvas de ontem. Em evento de inauguração do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), em Heliópolis, o prefeito Kassab afirmou categoricamente não ter havido falhas no sistema de bombeamento de água das Marginais, o que foi confirmado por Serra.

Segundo Kassab, a informação de que teriam ocorrido problemas partiram de pessoas que querem opor o governo estadual ao municipal. "Não houve falha de bomba. As pessoas querem fazer intriga, mas Estado e município trabalham em conjunto", disse.

Mais tarde, após a inauguração do empreendimento, o governador Serra confirmou ter havido problemas no sistema de bombeamento da Usina de Traição, no Rio Pinheiros. "Realmente o equipamento não funcionou na hora em que foi acionado. Mesmo que tivesse funcionado, sem dúvida haveria enchentes por causa do grande volume de chuvas", explicou.

O problema de drenagem das águas da chuva também foi confirmado pela secretária estadual de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Pena. Ela explicou que na Usina de Traição ocorreu um defeito em uma peça chamada pistão, que aciona o combustível para o funcionamento da bomba. Isso fez com que o sistema hidráulico que move o equipamento não funcionasse. "O problema está sendo reparado e, na próxima semana, a bomba estará em operação", assegurou.

De acordo com a secretária, se a bomba tivesse funcionando, ainda assim haveria transbordamento do rio na região da Cidade Universitária. Quanto à Ponte das Bandeiras, na Marginal do Tietê, Dilma explicou que o muro de arrimo que protege a pista da Marginal contra a passagem de água, cedeu, mas esse problema já foi resolvido.

A secretária negou que o cronograma de construção de piscinões - sistemas que retêm a água da chuva - esteja atrasado. Dos 134 previstos no projeto inicial, apenas 45 foram concluídos. "Não é fácil encontrar áreas disponíveis para instalar os piscinões dentro da região metropolitana, mas a implantação deles está dentro do curso normal", minimizou.


Estadão


Ambas as tragédias aconteceram pelo excesso de chuvas, de volume incomum (tanto em SP e no RJ), e tiveram grande impacto pela desorganização no crescimento das duas maiores metrópoles brasileiras.
Mas o que me enoja é o respeito com que a mídia e o governo federal está tratando o RJ (o que está corretíssimo), em detrimento das chacotas feitas aos "Demo-Tucanos" Serra e Kassab em SP.
Até o tom das entrevistas com Eduardo Paes em relação à Gilberto Kassab foram outros.
Foram duas grandes tragédias, de causas naturais, agravadas pelo crescimento desordenado urbano ao longo de muitos anos.
Será que SP mandou a máquina "demo-tucana" de provocar chuvas catastróficas para o RJ.
Sinto muito pelos BRASILEIROS todos envolvidos nestas tragédias sem precedentes.
E ainda dizem que é um absurdo culpar a chuva por este caos...

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