quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Farsa da Reforma Agrária


Nada obsta mais a reforma agrária no Brasil que a manipulação político-partidária que dela se faz. A estratégia criminosa de invasões de terras é a ponta de lança desse processo. Transforma o produtor rural em vilão e o invasor em vítima, numa espantosa inversão de valores. A entidade que tudo patrocina, o Movimento dos Sem-Terra (MST), inexiste juridicamente, o que impede reparações judiciais”.


Kátia Abreu - Senadorada da República

- Um MP Atuante

Quando dizíamos que alguns elementos do INCRA nada mais eram do que agentes do PT e MST travestidos de agentes do órgão fomos acusados de radicais. O afastamento do Superintendente do INCRA/RS mostra o quanto nossa acusação era verdadeira e porque as ações e omissões do Instituto tem se caracterizado por medidas essencialmente político-ideológicas afetando os cidadãos de bem e pequenos e grandes proprietários de terras em benefício de interesses não confessos.

Parabéns ao MPF/RS que mostra à sociedade gaúcha que a justiça está acima de interesses partidários.

MP pede afastamento do superintendente do INCRA no RS, suspeito de extorquir plantadores

(Site do MPF/RS)

Mozar Dietrich tentou implantar recentemente um curso de Medicina Veterinária na UFPel, para assentados da reforma agrária, alegando que nada tinha a ver com o MST

“Investigação do Ministério Público Federal em Canoas destinada a aprofundar evidências da atuação ilegal do Superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) no RS, Mozar Dietrich, acabou revelando esquema de extorsão contra plantadores de arroz instalados irregularmente na área.

Em função disso, o procurador da República em Canoas Adriano Raldi encaminhou Ação Civil Pública à Justiça Federal do município, pedindo o afastamento de Dietrich da Superintendência. Também foi pedida a retirada dos invasores do assentamento e o controle judicial da colheita.

Conforme o MPF apurou, Dietrich, que permitia e incentivava a permanência ilegal de invasão de trabalhadores sem-terra no assentamento, protagonizou nas últimas semanas operação destinada a obter o dobro do pagamento pelas sacas de arroz colhidas, quantia que seria desviada em benefício do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

Apesar de ilegal, o arrendamento de áreas do assentamento vem ocorrendo nos últimos dois anos, com conhecimento e tolerância do INCRA. Entretanto, com a iminente saída dos plantadores, o Superintendente e algumas pessoas identificadas como lideranças do MST exigiram pagamento em dobro pela área de colheita, deixando claro que esse valor não reverteria às famílias assentadas (beneficiárias dos lotes arrendados), e sim ao próprio movimento. As evidências foram colhidas no depoimento de pessoas, que estão sob proteção da polícia federal.

Sobre a conduta de Dietrich, foi ainda evidenciado que incitou acampados a resistir à vistoria judicial determinada e a invadir e destruir a Granja Nenê, propriedade vizinha ao assentamento e visada pelo MST.

Diante da gravidade dos fatos, a Justiça Federal determinou o deslocamento de policiais federais e militares ao local, onde deverão acompanhar a colheita. Foi também deferido pedido de desocupação das áreas ilegalmente invadidas por integrantes do MST no assentamento, o que deverá ocorrer nos próximos dias.

Segundo o Procurador da República Adriano Raldi, autor da ação, a gravidade dos fatos e a tensão social em Nova Santa Rita evidenciam o comprometimento da atividade pública que deveria ser exercida pelo INCRA, indicando que o Superintendente Regional deveria ser imediatamente afastado do cargo. “Esse pedido já foi feito à Justiça Federal e será analisado posteriormente”, esclareceu Raldi.

Curso na UFPel

O superintendente Mozar Dietrich tentou recentemente implantar, em parceria com o reitor Cesar Borges, um curso de Medicina Veterinária na UFPel, destinado exclusivamente a assentados da reforma agrária. Na época, ambos disseram que o curso não tinha nada a ver com o MST e que não precisava ser filiado ao movimento para ingressar”. (Site do MPF/RS)



Por Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 2 de junho de 2010.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br

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