sábado, 5 de junho de 2010

Navio irlandês Rachel Corrie, com ajuda a Gaza, foi escoltado pela marinha até porto; não houve violência


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste sábado que seu país "não permitirá o estabelecimento de um porto iraniano em Gaza", após o ataque militar israelense hoje do navio irlandês "Rachel Corrie", que se dirigia à Faixa de Gaza.

Netanyahu disse que na abordagem de hoje não houve vítimas porque no "Rachel Corrie" viajavam "pacifistas", em contraste com a expedição do navio turco "Mavi Marmara" - cujo ataque na segunda-feira causou a morte de nove de seus ocupantes -, que tinha sido organizado por partidários do "terrorismo".

"Hoje vimos a diferença entre uma frota de paz, com cujos integrantes discordamos, mas de quem respeitamos o direito de se expressar, de uma frota de ódio que tinha sido organizada por radicais violentos que apóiam o terrorismo", afirmou Netanyahu.

"Nos dois casos, Israel atuou exatamente da mesma maneira para garantir o bloqueio de Gaza, com a intenção de prevenir a entrada de armas para o Hamas (que Israel acusa de ser tutelado pelo Irã), e permitir que as mercadorias para os civis entrem em Gaza após uma inspeção", precisou o primeiro-ministro israelense.

O "Rachel Corrie", que como o "Mavi Marmara" foi abordado em águas internacionais, chegou já esta tarde ao porto israelense de Ashdod, no norte de Gaza.

A embarcação irlandesa veio acompanhada pelos navios militares israelenses que a abordaram em águas internacionais.

No navio viajavam 19 ativistas, entre eles o prêmio Nobel da Paz Mairead Maguire e o ex-subsecretário-geral das Nações Unidas, o irlandês Denis Halliday.

As autoridades militares israelenses começaram a inspecionar as 1,2 mil toneladas de ajuda humanitária que o navio leva antes de levar o material a Gaza.

O "Rachel Corrie" é o último navio da frota que chega à região, devido a um atraso motivado por problemas técnicos.

Os seis navios da frota internacional, que tinha como objetivo romper o bloqueio israelense e levar ajuda humanitária a Gaza, foram abordados na segunda-feira pelo Exército de Israel, incluído o "Mavi Marmara", o único em que as tropas israelenses encontraram resistência.




Estadão



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