sexta-feira, 16 de julho de 2010

Presidente da UNOAMÉRICA é detido por Chavez

O líder da oposição venezuelana, Alejandro Peña Esclusa, foi preso nesta noite após sua casa ser invadida por uma comissão de Sebina. O diretor do Serviço Nacional Bolivariano de Inteligência, David Colmenares, declarou ao canal estatal VTV que “Alejandro Peña Esclusa foi detido assim que foram encontradas em sua casa evidências de natureza explosiva.”

Ele informou que a invasão na casa de Peña Esclusa é parte do “acompanhamento das informações fornecidas pelos terroristas Francisco Chávez Abarca”.

O salvadorenho Chávez Abarca foi recentemente detido em Caracas e extraditado para Cuba, depois de ser acusado pelas autoridades venezuelanas de tentar “desestabilizar” o país antes das eleições parlamentares de setembro próximo.

Hugo Chávez disse que “não tem nenhuma dúvida” de que a missão de Chávez Abarca na Venezuela era matá-lo e disse que ele tinha sido trazido para o país por “conspiradores” que se opõem a seu governo.

Colmenares assegurou que Peña Esclusa permanecerá detido até que seja feita perícia no material apreendido em sua casa, entre os quais se encontrariam algumas “cápsulas explosivas”.

Fonte: http://www.noticias24.com




O juiz venezuelano Luis Cabrera ratificou ontem a detenção do líder opositor Alejandro Peña Esclusa, sob a acusação de conspiração, o que inclui delitos de crime organizado, formação de quadrilha e posse de explosivos. Alfredo Romero, um dos advogados de Peña Esclusa, confirmou que a defesa vai apelar da decisão.

Segundo Romero, a decisão do juiz violou a Constituição venezuelana. "Se a Justiça é aplicada do modo como deve ser aplicada, e se o tribunal seguir a Constituição, então Peña Esclusa deve ser colocado em liberdade", afirmou o advogado em declaração publicada no site da UnoAmérica, grupo que reúne mais de 200 organizações não-governamentais latino-americanas, do qual Peña Esclusa é presidente.

O opositor foi detido na noite de segunda-feira, depois que agentes do serviço secreto venezuelano realizaram uma busca em seu apartamento na capital Caracas. Durante a operação, foram confiscados diversos explosivos e detonadores – um deles teria sido encontrado na gaveta da escrivaninha de sua filha de 8 anos.

A esposa de Peña Esclusa, Indira de Peña, reiterou ontem que os explosivos encontrados em sua residência foram "plantados" pelos agentes. "Tenho certeza que o material foi plantado por estes funcionários. Eles querem destruir o nome de Alexandre, desprestigiá-lo e provocar medo entre os venezuelanos", ressaltou ela, em entrevista à rádio Unión.

No depoimento, ela destacou que os venezuelanos conhecem o trabalho que seu marido estava fazendo em defesa da democracia. Por tal motivo, a sua prisão seria uma mensagem ao povo: se o governo pode fazer isto com Peña Esclusa, então "não há esperança, não podemos falar ou fazer qualquer coisa".

Terror - Indira ainda negou as alegações das autoridades de que seu marido estaria envolvido com Francisco Chávez Abarca, terrorista nicaraguense que foi deportado para Cuba, onde é procurado por atentados.

"Nunca ouvimos falar de Chávez Abarca, nem por acaso. Não há dúvidas de que Alejandro desenvolveu relações em toda a América Latina, mas com pessoas totalmente democráticas", afirmou ela.

Indira teve a oportunidade de conversar brevemente com seu marido na terça-feira. Segundo ela, o opositor está em perfeitas condições de saúde e manifestou estar agradecido pela preocupação dos venezuelanos.

Na noite de ontem, a UnoAmérica divulgou uma nota de repúdio à prisão de Peña Esclusa. A íntegra da declaração é a seguinte:

COMUNICADO UNOAMÉRICA: Prisão de Peña Esclusa e a ditadura do Foro de São Paulo
Na tarde de ontem, foi ratificada pela justiça chavista de Caracas, de forma ilegal, a prisão – ocorrida no dia 12 p.p. – do engenheiro, escritor, jornalista e presidente da UnoAmérica (União das Organizações Democráticas da América), o venezuelano Alejandro Peña Esclusa, fundador dessa organização que visa a combater a guinada continental ao socialismo/comunismo promovida pelo Foro de São Paulo, criado em 1990, por Lula e Fidel Castro.
No prazo de um ano e meio a UnoAmérica tornou-se uma plataforma de 200 ONGs latino-americanas, congregadas na luta pela ordem, liberdade e democracia, sob a liderança admirável de Peña Esclusa. Este líder e político latino-americano, nesse breve período de criação da UnoAmérica, recebeu honrosa comenda do Governo Roberto Micheletti, de Honduras, e foi homenageado pelo Legislativo do Alabama, nos Estados Unidos, do qual mereceu uma Resolução.
No entanto, a ditadura comunista que já vigora abertamente na Venezuela de Hugo Chávez, comandada desde Cuba, fez de Peña Esclusa seu mais novo preso político, com a infundada e inverossímel acusação de vínculos terroristas, nos moldes da repressão cubana, que visa a calar os opositores e, no caso, o maior opositor a Chávez, o próprio Peña Esclusa.
O totalitarismo do Foro de São Paulo avança e, no Brasil, sob a forma gramsciana de um poder onipresente e invisível, a autoridade de um imperativo categórico, também já se instaurou uma ditadura de esquerda. Nas eleições presidenciais de outubro, seja quem for o vitorioso, exercerá seu cargo sob uma ditadura de esquerda – para saber, basta ler o filósofo Olavo de Carvalho: http://www.dcomercio.com.br/materia.aspx?id=47948.
Faz-se necessário, portanto, mais do que nunca, lutar pelo crescimento da UnoAmérica e pela libertação de Alejandro Peña Esclusa, sobretudo no plano internacional. Fazemos um chamado, para a mesma luta e militância, a todos os fatores democráticos e a todos os que não desejarem que a ditadura e a miséria política se imponham sobre nós na Ibero-América, por força da destrutiva obra do Foro de São Paulo.

São Paulo, 15 de julho de 2010
Marcelo Cypriano Motta
Delegado UnoAmérica-SP, Brasil


Diário do Comércio


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