sexta-feira, 16 de julho de 2010

Colômbia ameaça ir a instâncias internacionais para tratar de presença das Farc na Venezuela


O governo da Colômbia ameaçou nesta sexta-feira (16) acionar as instâncias internacionais para tratar da suposta presença na Venezuela de chefes das guerrilhas Farc e ELN. Ontem foi divulgado um comunicado pela presidência colombiana informando que há “evidências” sobre as suspeitas. O documento não menciona o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

"Durante seis anos o governo colombiano sustentou um diálogo paciente com o governo da Venezuela, ao qual, em várias ocasiões, deu informações sobre a localização de terroristas nesse território", diz a presidência colombiana em um comunicado. "Tudo foi infrutífero em relação a líderes terroristas. Devemos pensar novamente em acionar as instâncias internacionais", acrescenta.

O governo venezuelano, por sua vez, acusou o presidente colombiano de saída, Álvaro Uribe, de buscar "destruir" as relações bilaterais por insistir que existem guerrilheiros colombianos na Venezuela e disse que pode adotar medidas "firmes e contundentes".

"O caminho da mentira, da agressão e do desrespeito contra a Venezuela sempre impedirá a regularização das relações entre os governos de nossos países. Se continuar esta situação, o governo da Venezuela avalia tomar medidas políticas e diplomáticas muito firmes e contudentes", diz o texto.

Depois das acusações, o chanceler venezuelano Nicolás Maduro convocou o embaixador do país na Colômbia, Gustavo Márquez, com o objetivo de incorporá-lo "à avaliação de uma série de medidas de caráter que governo Chávez vai tomar nas próximas horas", segundo o chanceler, que acrescentou ter enviado uma nota de protesto ao governo colombiano.

No comunicado enviado, a chancelaria venezuelana rejeita a "nova arremetida do atual presidente da Colômbia, Álvaro Uribe Vélez, em seu afã por levar a termo o trabalho de destruição das relações colombianas-venezuelanas que empreendeu com doentia obsessão nos últimos anos".

No documento divulgado ontem pelo governo colombiano, as autoridades afirmam que as “evidências” indicam que Ivan Márquez, Rodrigo Granda, Ricardo Timoleon Jimenez, conhecido como Timochenko, e Germain Briceño, chamado de Grannobles, e Carlos Marín Guarín, o Pablito, estão em território venezuelano. O documento informa ainda que há suspeitas de que outros integrantes das Farc e do ELN também estejam na Venezuela.

“O governo nacional tem provas da presença, na República Bolivariana da Venezuela, de alguns líderes do grupo terrorista das Farc”, diz o comunicado.

Em março de 2008, o venezuelano Hugo Chávez apoiou o presidente do Equador, Rafael Correa, em um impasse com Uribe em um conflito armado no combate à ação das Farc em território equatoriano. A crise envolveu o Equador, a Colômbia e Venezuela.

Na ocasião foi morto o número dois das Farc, Raúl Reyes. Ele era apontado como um dos principais líderes do grupo. À época foram confirmadas pelo governo colombiano a morte de mais 16 homens. Com isso os governos da Venezuela e do Equador anunciaram o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia. A iniciativa ocorreu após o governo Uribe informar que havia suspeitas de que as Farc e os governos do Equador e da Venezuela manteriam um acordo envolvendo apoio e fornecimento de armas.

* Com as agências internacionais e a Agência Brasil



Colômbia mostra supostas provas da presença das Farc e da ELN na Venezuela

Um comentário:

Incognitus disse...

Mas quem duvida e/ou desconhece tais fatos? O Foro de Sao Paulo as Farc tudo isto foi tramado e trabalhado exaustivamente pelo carniceiro cubano que financiou a Mulla e tudo que ai está................