segunda-feira, 19 de julho de 2010

Lula, FARC e o Foro de São Paulo


A proposta de criação de uma Internacional Comunista Latino-Americana não teve nada de original. O Foro de São Paulo é um dos pontos de interseção entre Lula, PT e as FARC.

Com o fim da União Soviética os revolucionários marxistas ?observavam atônitos? e sem entender o que havia falhado para que ocorresse ?semelhante catástrofe?. Num relato que chega a ser comovente, as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) rememoram que ?a utopia se dissipava? e a ?desesperança se apoderou? de muitos dirigentes comunistas. Só uns poucos ?sonhadores? seguiram firmes ?mantendo na teoria, na política e na realidade de novas expressões de socialismo?. Mas nem tudo estava perdido. Uma ?tábua de salvação?, uma ?esperança?, uma nova ?trincheira? surgiu no horizonte.

Na realidade, é um pouco exagerado o relato das FARC. A solução encontrada não tinha nada de novo e original. Não passou de uma repetição de um procedimento básico e clássico da tradição comunista.

Karl Marx e Engels já recomendavam, na Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas,a criação de uma organização ?autônoma, secreta e pública do partido dos trabalhadores [...] nos quais a posição e os interesses do proletariado sejam discutidos independentemente das influências burguesas?.

Sob comando de Fidel Castro foi posta em atividade a Organização de Solidariedade Latino-Americana (OLAS) na década de 1960. Através da OLAS, Fidel organizou e financiou diversos grupos armados que espalharam o terror na América Latina naquela época, entre eles estava arquiinimigo dos governos militares do Brasil, Carlos Marighela.

Marx revive na América Latina

Em 1990, o Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil, atendendo a um pedido de Fidel Castro, lançou a ?formidável proposta? de criar o Foro de São Paulo (FSP), uma nova Internacional Comunista, agora numa edição Latino-Americana, para que os comunistas pudessem ?conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política?, afirmou Luiz Inácio Lula da Silva na celebração dos 15 anos do Foro de São Paulo em 2005.

Através do Foro de São Paulo, marxistas, leninistas, trotskistas, stalinistas, maoístas, e guevaristas, ou seja, os ?revolucionários de diferentes tendências?, podem debater e indicar o justo caminho para solução dos grandes problemas dos povos latino-americanos.

O FSP também é uma rede de solidariedade. Através dos seus membros, o FSP atua ativamente na ?defesa solidária dos processos de transformação revolucionária, em particular de Cuba, Venezuela, Bolívia [...] Tudo isso [...] pelas transformações antineoliberais no sentido de uma nova sociedade que estabelece os alicerces para a construção do socialismo do século XXI?. ( cf. http://forosaopaulo.fmln.org.sv/final/resolucion_movsocial.htm )

Os laços de amizade entre o PT e Lula e as FARC tem suas origens e raízes no FSP.

Luis Edgar Devia Silva, mais conhecido pelo seu codinome, ?Raúl Reyes?, foi eliminado na ?Operação Fênix? e era considerado como o segundo homem na mais alta hierarquia das FARC. Este senhor, em entrevista à Folha de São Paulo em 2003, declarou que: (a) conheceu Lula "em San Salvador, em um dos Foros de São Paulo"; e (b) o PT é o contato das Farc no Brasil. E "dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas...".

Marx dizia que a sua Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas era "no fundo nada mais que um plano de guerra contra a democracia".



CENTRO DE MÍDIA INDEPENDENTE - CMI

Um comentário:

Sergio Rocha disse...

Infelizmente o Olavo de Carvalho está
coberto de razões.
O Lula, a Dilma e o PT querem implantar o socialismo no Brasil, mesmo sabendo que isso não funcionou em nenhum pais...
O que me deixa, chateado é ver as provas de que os brasileiros são realmente analfabetos políticos.