terça-feira, 27 de julho de 2010

'Só Deus vai me tirar da vida pública quando Ele desejar', diz Maluf


Estadão

SÃO PAULO - O deputado federal Paulo Maluf descartou nesta terça-feira, 27, a possibilidade de ter sua tentativa de reeleição barrada pela Lei da Ficha Limpa, apesar da iniciativa da Procuradoria Eleitoral de São Paulo, que deve pedir amanhã ao Trinbunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado a impugnação da sua candidatura. "Só Deus vai me tirar da vida pública quando Ele desejar", afirmou.

Maluf lembrou que foi inocentado em primeira instância e disse que, no segundo julgamento, "houve uma divergência". "Nós ingressamos com um recurso e temos direito a outro recurso, que é o embargo infringente, portanto eu não tenho condenação, o caso não foi julgado", explicou.

"Ninguém fez mais do que eu e não tem nenhuma condenação penal, sou o único político deste País que entrou na vida pública há 43 anos e estou no mesmo partido. Sou o único político deste País que, com 43 anos de vida pública, mora na mesma casa em que entrou, e ainda estou casado com a mesma mulher há 55 anos", disse o deputado. "De maneira que ninguém tem a ficha mais limpa do que Paulo Maluf."

O deputado afirmou ter certeza de que o TRE paulista é composto por "desembargadores e juízes que conhecem a lei" e disse que pretende continuar a campanha normalmente. "Só Deus vai me tirar da vida pública quando Ele desejar", acrescentou.

Ele apoiou a proposta do candidato do PP ao governo de São Paulo, deputado federal Celso Russomanno, de aumentar a pena da Lei da Ficha Limpa. "Pra mim pode aumentar para 200 anos, porque eu não tenho nenhuma condenação", disse Maluf.

Transferência de votos

Deputado federal mais votado do País em 2006, Maluf disse que espera transferir votos do seu eleitorado cativo para Russomanno e previu que, com sua ajuda, o candidato pode chegar ao segundo turno da eleição estadual. "Eu tenho doze pontos. Se dos meus doze 60% for (transferido para Russomanno), ele vai para mais seis, sete, oito pontos para frente, passa o Mercadante e vai pro segundo turno", indicou.

Maluf descartou participar de um eventual governo do PP em São Paulo. "Se eu for eleito deputado federal, eu acho que eu devo excercer meu mandato", concluiu o deputado, que disse em seguida não considera a hipótese de não ser reeleito.

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