domingo, 15 de agosto de 2010

Onde está a oposição?


A OPOSIÇÃO perdeu a batalha ideológica. E não é de hoje. Quando Lula assumiu o governo, rapidamente construiu um discurso negador do passado -sua especialidade. Com uma diferença: agora estava na Presidência e com muito mais poder para impor a sua versão da história.
Lançando a pecha de que teria encontrado uma herança maldita, não recebeu uma resposta eficaz e convincente dos oposicionistas. Estes estavam assustados e desestimulados. Ser oposição é tudo o que não queriam ser.

Como disse Nícia, na comédia "A Mandrágora", de Maquiavel: "Para os que não têm poder, não existe nem mesmo um cachorro que lhes ladre na cara".

Sem combatividade, estavam prontos para aderir ao governo. Só não o fizeram porque surgiram escândalos envolvendo altas autoridades governamentais, devido às divergências regionais e por uma razão simples: não foram cooptados para fazer parte do governo.

Se os militares golpistas latino-americanos não resistiam a um "cañonazo" de milhares de dólares, os políticos brasileiros não resistem ao "Diário Oficial" e suas nomeações. Apesar da derrota de 2006, a oposição manteve o comportamento light. Nada de críticas. Era necessário pensar na governabilidade. O tempo foi passando e a eleição foi se aproximando.

A cada omissão, mais o discurso oficial se transformava em verdade absoluta, sobre o passado e o presente. Excetuando a batalha contra a prorrogação da CPMF, quando a oposição foi oposição e venceu, nos últimos quatro anos a eficiência governista foi exemplar.

A oposição poderia ter criticado o rumo da economia, a segurança pública, os milhões de analfabetos ou a péssima situação da saúde.

Mas silenciou. Abdicou do combate. Acreditou que o relativo crescimento da economia blindava o governo de críticas. Ledo engano.

No quinquênio juscelinista, o país cresceu a taxas superiores às atuais, realizou grandes obras (o que não ocorre agora) e JK não elegeu o sucessor. Por quê? Porque a oposição fez o seu papel, como em qualquer democracia que se preze. Com a proximidade das eleições, a oposição ficou sem saber o que fazer. Esqueceu uma lição básica (e óbvia): é preciso fazer política. Ao menos enquanto há tempo. A recusa ao debate pode abrir caminho para o autoritarismo.

Afinal, o filho de um oligarca calou o "Estadão", proibindo noticiar suas negociatas; enquanto um partido ocupou ao seu bel prazer as páginas de "Veja". E tudo com a chancela da "justiça". Deste jeito logo começaremos a achar que o México, sob domínio do PRI, era uma democracia.


Marco Antônio Villa

Um comentário:

AlaricoTrombeta disse...

OLÁ DR.STENIO

UMA VERDADEIRO RAIO X DAS DITA "OPOSIÇÕES" , ANALISE PERFEITA.
O PSDB TEM O MESMO DNA DA ESQUERDA SOCIALISTA E NÃO TEM NENHUMA DIFERENÇA IDEOLOGICA SÓ DIFERE OS METODOS ... A DIREITA BRASILEIRA PRECISA RESSUGIR POIS MORTA NÃO ESTA, APENAS SILENTE E OBSERVANDO, NÃO É O BASTANTE,DEVE SE REAGLUTINAR E INVOCANDO OS VALORES DA LIBERDADE E DOS PRINCIPIOS BASILARES DA DEMOCRACIA ENGAJAR A SOCIEDADE, ESTA ESTA ANSIOSA E ÁVIDA POR UM PATARTIDO QUE LUTE E DEFENDA OS VALORES DA FAMILIA ,OS PRINCIPIOS DE CIVILIDADE E DA ÉTICA QUE SÃO AS BASES DE SUSTENTAÇÃO DE UMA CIVILIZAÇÃO HUMANA DIGNA DE ASSIM SER CHAMADA... ESTA SOCIEDADE DECENTE ESPERA POR UM PARTIDO E POR UM LIDER!!! QUEM LEVANTAR ESTA BANDEIRA AGORA! VERÁ UMA SILENCIOÇA MULTIDÃO DESPERTAR E IR AS RUAS EM DEFESA DO BRASIL VERDADEIRO E CONTRA A CANALHA DE COMUNISTAS BANDIDOS E SEUS COMPARSAS APROVEITADORES QUE ESTÃO LIQUIDANDO LITERALMENTE COM O BRASIL. A DIREITA TEM VALORES REAI!!!,VIVOS!! LIMPOS!!! QUE SE FOREM ALÇADOS COMO ESTANDARTES DE BATALHA A SREM SEGUIDOS VÃO ENCONTRAR UM EXERCITO INIMAGINAVEL CUJO CLAMOR SILENTE AGUARDA APENAS UM COMANDO E UMA BANDEIRA!!!
AQUELES QUE NOS OUVEM E TEM OS MEIOS PARA CONCLAMAR O BRASIL DEMOCRATICO DEVEAGIR JÁ ! SOB O RISCO DE PELA OMISSÃO FICAREM PARA TRÁS COMO DESERTORES E COVARDES NESTA HORA GRAVE DE LUTA PELA DEMOCRACIA DE TODOS NÓS. SALVE! OS GUERREIROS lIBERTÁRIOS DA DIREITA!