sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Israel declara alerta máximo para feriado do Yom Kippur


do Estadão

JERUSALÉM - As autoridades israelenses declararam nesta sexta-feira, 17, o estado de alerta máxima por ocasião do Yom Kippur ou "Dia do perdão", a data mais sagrada do calendário hebreu, que paralisará o país durante aproximadamente 25 horas. O estado de alerta inclui o fechamento dos territórios palestinos e de todas as passagens fronteiriças, informa um comunicado militar.

As Forças Armadas de Israel informaram que a Cisjordânia foi fechada por 48 horas, valendo a partir da 0h desta sexta. Nesse período, a entrada no território israelense será permitida apenas em "casos humanitários e emergências médicas", disse o Exército em comunicado.

Os únicos que poderão atravessar a fronteira entre Cisjordânia e Israel serão funcionários de serviços médicos, ativistas de ONGs, advogados e outros profissionais, após coordenação com o Exército israelense, e jornalistas que disponham da documentação apropriada, segundo a nota.

O dia do Yom Kippur, celebrado pelos judeus desde tempos bíblicos e mencionado como "Sábado dos sábados" nas escrituras sagradas, é o mais solene do calendário hebreu e paralisa totalmente o transporte público, de veículos privados, qualquer atividade pública ou privada, seja comercial ou de entretenimento.

Desde o por do sol, por volta das 17 horas locais (11 horas em Brasília) e até que saiam as três primeiras estrelas, só funcionarão em Israel os serviços de emergência. Com isso, centenas de milhares de crianças aproveitam para sair de bicicleta por ruas e estradas. Ficarão suspensos também todos os voos e o espaço aéreo israelense será fechado ao tráfego aéreo comercial.

Neste dia, a tradição judia ordena um estrito jejum e prolongadas rezas nas sinagogas, que costumam estar abarrotadas nas duas primeiras horas, para a oração de Kol Nidrei, e as duas últimas, para a de Neila (encerramento).

O Yom Kippur era o único dia do ano no qual o Sumo Sacerdote entrava no Sancta Sanctorum do bíblico Templo de Jerusalém, a parte mais sagrada do santuário, e pronunciava, completo e sem eufemismos, o nome de Deus perante os milhares de fiéis ajoelhados fora do recinto.

Uma das tradições que precedem o "Dia do Perdão" é o ritual do Kaparot, no qual são sacrificadas aves como redenção do indivíduo, assim como era feito antigamente com um bode no templo.

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