quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ETA e Farc fabricaram armas em conjunto na Venezuela


MADRI - O juiz da Audiência Nacional espanhola que investiga os supostos laços entre o grupo separatista basco ETA e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) crê que as duas organizações desenvolveram e fabricaram armas juntas na Venezuela, segundo informa nesta quinta-feira, 7, o jornal espanhol El Mundo, citado pelo El Universal, da Venezuela.

O magistrado Eloy Velasco, que ordenou à polícia espanhola que viajasse à Colômbia para interrogar nove ex-membros da guerrilha que garantem ter conhecido separatistas bascos em acampamentos no território venezuelano, pediu às forças de segurança um relatório de perícia sobre o trabalho da ETA e das Farc no desenvolvimento de novas armas.

De acordo com o jornal espanhol, as investigações apontam que as duas organizações trocaram dados sobre explosivos e lança granadas, principalmente no território venezuelano, embora parte deste desenvolvimento de armas teria ocorrido também em Cuba.

Os grupos utilizaram granadas e morteiros similares. A ETA denomina essas armas como "Jotake-Handia", enquanto as utilizadas pelas Farc são classificadas como "cilindro bomba".

Recentemente, dois supostos ativistas do ETA relataram à Justiça terem recebido treinamento militar na Venezuela. As suspeitas de que Caracas teria dado abrigo à colaboração entre Farc e ETA causou atritos entre os governos. Os venezuelanos rejeitaram as suspeitas e se disseram dispostos a colaborar com as investigações.

Um comentário:

Jorge Nogueira Rebolla disse...

O presidente do pt finge não saber que os posicionamentos morais e filosóficos são primordiais para os seres humanos. O pt quer transformar todos nós em animais preocupados apenas com os aspectos materiais. Pena de morte, legalização do aborto e muitos outros pontos estão acima da política partidária e das questões do executivo. Transcende o embate eleitoral, portanto discutir isto é obrigação dos candidatos que se opõe ao assassinato de inocentes.
Eu não sou um religioso praticante. Mesmo sendo um católico bissexto sou contrário a legalização do aborto, não porque um padre, um bispo ou mesmo o Papa, seja contra, mas por saber que o embrião ou o feto, seja qual o termo que os abortistas utilizam para desumanizar aquela criança, já é único. O pequeno ser humano em gestação não e um mero apêndice do corpo materno. Já possui uma identidade genética própria. Não é uma mera expectativa de vida, é uma existência humana ainda incipiente, porém subsiste em toda a sua plenitude.