terça-feira, 26 de outubro de 2010

Morre em São Paulo o senador Romeu Tuma


O Estado de São Paulo


Tuma, de 79 anos, foi internado no início de setembro, após uma bateria de exames detectar problemas cardiovasculares no senador. Mesmo debilitado, ele concorreu à reeleição no último dia 31, quando obteve 3,97 milhões de votos. Mas não foi autorizado por seus médicos a votar.

No último dia 2, Tuma foi submetido a uma cirurgia para a colocação de um “Berlin Heart” – dispositivo de assistência circulatória utilizado em casos de insuficiência cardíaca. A decisão para o implante ocorreu por conta do “quadro irreversível” em que Tuma se encontrava. A junta médica que cuidava do senador concluiu pela necessidade da operação como uma chance derradeira para sua sobrevivência. Antes da cirurgia, Tuma já havia sido submetido a quatro pontes de safena.

Carreira. Tuma nasceu em 4 de outubro de 1931, em São Paulo, e teve sua vida política impulsionada pela carreira policial. Em São Paulo, foi investigador, delegado e diretor da Polícia Especializada do Estado. Formado bacharel de Direito pela PUC-SP, Tuma tornou-se delegado em 1967, atuando no Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Dops) – órgão que ficou famoso pela repressão aos movimentos contrários ao regime militar.

Em 1983, assumiu a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Exerceu, em seguida, a função de diretor-geral da PF. Durante o governo de Fernando Collor (1990-1992), acumulou os cargos de superintendente da Receita Federal e diretor-geral da PF.

Em 1991, passou a ocupar uma Vice-Presidência da Organização Internacional de Polícia Criminal (OIPC-Interpol), que congrega as polícias de 186 países.

Em 1995, afastou-se do Poder Executivo para cumprir, pelo PL, seu primeiro mandato de senador por São Paulo, com mais de 5,5 milhões de votos. Em 2002, reelegeu-se pelo PFL, com mais de 7 milhões de votos. Seu mandato terminaria no próximo dia 31 de dezembro.

Em 2003, foi eleito 1.° Secretário da Mesa Diretora do Senado, o quarto cargo em importância na hierarquia da Casa. Mais tarde, filiou-se ao PTB.

No Senado, Tuma foi Corregedor – cargo até hoje somente exercido por ele – e focou sua atuação em questões ligadas à segurança pública.

O 1º suplente de Romeu Tuma é Alfredo Cotait. O 2º suplente é Alexandre Honore Marie Thioillier Filho.

Com informações da Agência Senado

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