quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PT vai distribuir 20 milhões de panfletos com críticas a José Serra


O Estado de S.Paulo

A coordenação de campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) decidiu produzir um material específico para São Paulo, criticando diretamente a gestão de José Serra e políticas do PSDB implementadas no governo do Estado. A coligação "Para o Brasil seguir mudando" encomendou mais de 20 milhões de panfletos. O material deve começar a ser distribuído amanhã.

O PT concentra esforços em São Paulo na reta final. Nos bastidores da campanha, a avaliação é que Dilma teria um desempenho mais estável em Minas e no Rio Grande do Sul, Estados monitorados diariamente pelo partido, além de São Paulo e Rio. Porém, é entre o eleitor paulista que reside a maior preocupação. O PT alega que os panfletos vão deixar claro a "diferença de projetos". A ideia é mostrar o que o governo Lula/Dilma investiu em São Paulo fazendo um contraponto com os investimentos federais na época do governo FHC com Serra no ministério. Alguns panfletos que já circularam no Estado têm tom agressivo.

Por se tratar de um reduto eleitoral dos tucanos, no qual Serra teve vantagem no 1.º turno, a coordenação de campanha traçou uma força-tarefa. Além da presença mais ostensiva de Dilma nos próximos dias em carreatas e caminhadas na Grande São Paulo, vai distribuiu tarefas específicas para as principais figuras políticas do PT e de partidos aliados. Já foi definido um cronograma diário de atividades até dia 30.

Os panfletos serão distribuídos em todas essas atividades. O material destaca aspectos negativos da gestão de Serra no governo e na Prefeitura de São Paulo nas áreas de educação, segurança pública e políticas sociais. "Serra faz questão de dizer o que fez. Nós vamos simplesmente contar o outro lado da história. Em São Paulo não existiu o Samu, os programas sociais dos governos anteriores do PT foram interrompidos, ele não é o pai dos genéricos. Mas não se pode confundir a crítica ao governo de São Paulo com uma crítica aos paulistas, que são um povo empreendedor", afirmou o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Na tentativa de atrair eleitores mais conservadores com resistência ao PT, a campanha escalou o candidato a vice Michel Temer para uma agenda específica nas regiões de Ribeirão Preto, Sorocaba, Rio Preto e São José dos Campos. A avaliação dos estrategistas é que nesses redutos o PMDB tem boa aceitação e votos podem ser revertidos.

Outro personagem que poderá ter presença mais constante em São Paulo é o ministro Padilha, que tirou férias até 5 de novembro para se dedicar ao 2.º turno. Dirigentes petistas querem que ele assuma a campanha em alguns pontos do Estado por sua relação próxima a prefeitos.

Além disso, ficou definido que Aloizio Mercadante (PT), derrotado por Geraldo Alckmin na disputa ao governo do Estado, a senadora eleita Marta Suplicy (PT) e Luíza Erundina (PSB) vão participar de eventos na capital e na Grande São Paulo. O senador Eduardo Suplicy (PT) foi escalado para agendas no interior.

Além dos panfletos específicos sobre São Paulo, já foram rodados outros materiais com o título Vote e compare, também tentando mostrar a diferença entre os dois governos, mas com enfoque mais nacional.

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