quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Exemplo de Dirceu afasta Palocci da Casa Civil


O Estado de S.Paulo

Aliados próximos à presidente eleita Dilma Rousseff são categóricos ao afirmar que não há possibilidade de Antonio Palocci ocupar uma pasta política no futuro governo. A futura presidente já teria confidenciado que Palocci vai mesmo ocupar o Ministério da Saúde, apesar de não ser o cargo dos sonhos do petista, que é médico.

A avaliação de Dilma reflete a visão do presidente Lula. Caso Palocci viesse a ocupar a Casa Civil ou algum outro ministério criado a partir da reformulação do gabinete da Presidência, o ex-ministro da Fazenda seria alvo fácil da oposição e poderia repetir o script de José Dirceu, que era apontado como o homem forte do governo Lula.

A visão de Lula já discutida com Dilma é que Palocci deve permanecer "recuado e interferindo nos bastidores", segundo um relato de um aliado da petista. O recuo seria necessário pelo passado do ex-ministro, que se envolveu no episódio de violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa. O caso o derrubou do ministério e ainda causa constrangimentos.

Na avaliação dos aliados da futura presidente, Palocci tem um diálogo com setores diversos, não apenas do mercado financeiro, mas sobretudo político, que ainda estão distantes de Dilma. Tal situação lhe colocaria numa posição privilegiada, podendo ofuscar a petista no tão necessário diálogo político que ela será obrigada a construir.

Nesse cenário, crescem as apostas de que Paulo Bernardo, atual ministro do Planejamento, ocupará a Casa Civil. Entre os nomes cotados para a pasta do Planejamento, numa eventual saída de Bernardo, estão o de Nelson Barbosa, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e de Luciano Coutinho, presidente do BNDES. Coutinho é bastante elogiado por Dilma e também é cotado para ocupar o Banco Central ou o Ministério da Fazenda num futuro governo.

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