segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Gastos e câmbio no meio do caminho


Estadão

SÃO PAULO - Melhorar a gestão dos gastos públicos e trabalhar nas reformas necessárias para driblar os efeitos do dólar barato para o País. São dois grandes problemas que terão de ser enfrentados pelo governo de Dilma Rousseff.

A opinião é do repórter e comentarista econômico do jornal O Estado de S. Paulo, Rolf Kuntz, que concedeu entrevista ao portal Economia & Negócios do Estadão no dia 17 de novembro.

Na avaliação de Kuntz, a condução dos gastos de custeio precisará de ajustes. "Nenhum governo pode indefinidamente gastar mais do que arrecada", pondera. Ainda que arrecadação avance por conta do crescimento econômico, é possível que o governo lance mão de um novo imposto para a saúde, nos moldes da antiga CPMF, para dar conta dos aumentos de salários e benefícios planejados. "Isso não tem o menor sentido."

Ao comentar a questão cambial, Kuntz defende que o dólar desvalorizado não é o maior problema de competitividade do País. Segundo ele, todas as outras componentes do chamado 'custo Brasil', como carga tributária alta, burocracia e problemas de infraestrutura, pesam muito mais para a produtividade do que o dólar.

Kuntz trata também de outros percalços que a equipe econômica de governo Dilma terá de encarar. Assista à entrevista completa nos links abaixo:



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