sábado, 27 de fevereiro de 2010

Terremoto de magnitude 8,8 atinge Chile; mais de 100 mortos


SANTIAGO, Chile - Um potente terremoto de magnitude 8,8 atingiu a região central do Chile na madrugada deste sábado, 27, sacudindo a capital Santiago por um minuto e meio e desencadeando um alerta de tsunami no Oceano Pacífico. Segundo as autoridades chilenas, há 147 mortos confirmados, mas o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, disse que o número ainda pode subir.

Pouco depois das 7 horas da manhã, a presidente Michele Bachelet declarou "estado de catástrofe", e o total de mortos, segundo as autoridades, já supera os 70. O tremor também foi sentido na Argentina.

Funcionários de linhas aéreas brasileiras e peruanas informaram à agência de notícias Reuters que o aeroporto de Santiago tinha sido fechado em virtude do terremoto. O fechamento foi posteriormente confirmado por autoridades. O aeroporto sofreu danos com o abalo.

"Temos um enorme terremoto", havia dito Bachelet, horas antes, a partir de um centro de reação a emergências, num apelo para que os chilenos fiquem calmos. "Estamos fazendo todo o possível com todas as forças que temos. Toda informação será compartilhada imediatamente".

Uma grande onda atingiu uma área povoada da Ilha de Robinson Crusoe, a 660 km da costa chilena, disse Bachelet. "Foi um terremoto devastador", disse o ministro Yoma, a jornalistas. Dois navios teriam sido enviados à ilha para socorrer os moradores.

Bachelet disse ainda que há um grande risco aos moradores da Ilha de Páscoa, na Polinésia. "Há o risco de uma forte onda", embora "eu não me atreva a chamá-la de tsunami", disse a chefe de Estado, sobre a localidade que fica a 3.600 quilômetros da costa chilena e tem aproximadamente 3.800 habitantes.

Ela pediu que as pessoas evitassem sair de carro na madrugada, já que os sinais de trânsito estão desligados, para evitar causar mais baixas. Em entrevista concedida horas depois dessa primeira manifestação, a presidente afirmou que não há risco de tsunami na costa chilena.

O tremor ocorreu às 3h34 da madrugada, e esteve centrado no mar, a 325 km a sudeste da capital, numa profundidade de mais de 50 km, informa a Geological Survey dos EUA.

O epicentro está a 115 km de Concepción, a segunda maior cidade do Chile, onde mais de 200 mil pessoas vivem ao longo do Rio Bio Bio, e a 90 km da estação de esqui de Chillan, uma porta de entrada para os resorts de neve dos Andes, e que foi destruída em 1939, num terremoto.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico emitiu um alerta para o Chile e o Peru, e um aviso menos urgente para Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica e Antártida. Um tsunami também poderá atingir o Havaí mais à tarde.

O maior terremoto da história atingiu a mesma região do Chile, em 22 de maio de 1960. O tremor de magnitude 9,5 matou 1.655 pessoas e deixou 2 milhões de desabrigados.

Réplicas

Diversas réplicas do tremor foram registradas nas últimas horas, de acordo com o US Geological Survey. pelo menos treze tremores secundários de magnitude entre 6,9 e 5,2 foram detectados pelo Escritório nacional de Emergências do Chile.

A maioria teve epicentro no mar, diante da costa da região de Maule, como o primeiro tremor, mas também na costa das regiões de Bio Bio, Araucanía e O'Higgins, bem como Valparaíso.




Estadão


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aviso aos Eleitores Brasileiros


Cinco dissidentes fazem greve de fome por morte de Zapata

Amigos de Zapata fizeram livro de condolências durante funerais . Foto: Enrique De La Osa/Reuters


Opositor foi enterrado na quinta; governo prendeu cerca de 50 pessoas para impedi-las de ir ao funeral.


HAVANA- Cinco dissidentes cubanos começaram nesta sexta-feira, 26, uma greve de fome para protestar contra morte do opositor Orlando Zapata, que faleceu na terça após um jejum voluntário de 85 dias.

Dos manifestantes, quatro estão presos e um, em liberdade, segundo uma nota da ONG opositora Comissão Cubana de Direitos Humanos.

Os prisioneiros são Diosdado González (de 47 anos), Eduardo Díaz, de 58, Fidel Suárez, de 49, e Nelson Molinet, de 45. Eles estão detidos no presídio de segurança máxima de Pinar del Rio, a 150 km a oeste de Havana.

O ex-preso político Guillermo Fariñas faz greve de fome em sua casa em Placetas. "A chama que Zapata acendeu com sua rebeldia não se deve deixar que se apague", disse Fariñas à Reuters por telefone.

"Se temos de nos imolar, vamos nos imolar para demonstrar ao mundo que a morte de Zapata não foi uma casualidade", acrescentou.

Psicólogo de 48 anos, Fariñas fez em 2006 uma greve de fome de vários meses para reivindicar livre acesso à Internet. Acabou sendo internado e alimentado por via intravenosa.

Enterro

Zapata foi enterrado na quinta-feira pela manhã. O aparato de segurança cubana prendeu cerca de 50 dissidentes para impedi-los de comparecer ao funeral.

O governo montou um esquema policial desde o dia anterior ao enterro de Zapata. A situação no povoado de Banes, terra natal de Zapata, é calma, mas que desde quarta-feira a polícia vem pedindo os documentos a todos os motoristas que entram na cidade.

A única referência oficial ao falecimento do dissidente foi feita pelo presidente cubano, Raúl Castro, que a jornalistas cubanos e brasileiros lamentar a morte de Zapata, que atribuiu ao confronto entre Cuba e Estados Unidos.

Na imprensa oficial, as menções a Zapata foram eliminadas e o encontro com Lula, e os acordos assinados, ganhou todo destaque.


Estadão

Comemos guerrilheiros virtuais no café-da-manhã.


Do Valor Econômico:

Para fortalecer a campanha presidencial de Dilma Rousseff, 500 mil petistas serão estimulados a inundar as redes sociais na internet com propaganda favorável à ministra, além de respostas às críticas feitas pelas siglas de oposição.

O PT prepara uma operação de guerra na internet a fim de dar fôlego à campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A ideia é municiar com textos, áudios e vídeos os 518.912 filiados que participaram, em novembro de 2009, das eleições internas do partido. Eles terão a missão de reproduzir e distribuir o material de propaganda em blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook, Twitter e Google Buzz. Uma das prioridades do novo secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), a estratégia tenta transplantar para o mundo virtual (1)a base social da legenda, considerada um dos trunfos na ofensiva para derrotar o PSDB na sucessão presidencial.“O PT já conta com uma imensa base social, ao contrário dos tucanos. A nossa militância tem discurso e será estimulada a divulgá-lo”, diz Vargas. “Vamos trabalhar fortemente na internet. O Twitter, por exemplo, pauta a mídia e é um instrumento formador de opinião.” A direção nacional petista ainda não sabe como tirar o plano do papel. Nem sequer tem orçamento definido para tanto. O valor dependerá do desempenho na arrecadação de doações eleitorais. Há, no entanto, propostas à mesa. Vargas prevê a criação de milhares de comitês virtuais, que teriam a tarefa de adaptar o discurso nacional às realidades regionais.Cogita, ainda, montar estruturas físicas que seriam usadas pelos filiados para inundar as redes sociais de elogios a Dilma e críticas ao concorrente da oposição na disputa pela Presidência da República — provavelmente, o governador de São Paulo, José Serra. “A guerra de guerrilha na internet é a informação e a contrainformação”, afirma Vargas. A menção do deputado à contrainformação não é à toa.

Leia aqui, na íntegra.
..........................................................................................................................................................
Nossa sensível diferença. Nós produzimos conteúdo. Nós não somos robozinhos ou bonequinhos de ventríloquos. O momento é de ampliar a nossa rede. O momento é de buscar adesões. Vamos em frente, com a cabeça, não com o fígado.



BLOGS PELA DEMOCRACIA

"Lost"


Repare, leitor, nas três cenas seguintes:

1. Franklin Martins exibe um sorriso orgulhoso e abraça Fidel Castro, posando para que o próprio Lula os fotografasse juntos;

2. Irritado com a imprensa, Lula nega ter recebido apelos de grupos defensores dos direitos humanos para que intercedesse em favor do preso político Orlando Zapata: "Se essas pessoas tivessem falado comigo antes, eu teria pedido para ele parar a greve de fome e quem sabe teria evitado que morresse";

3. Comentando o caso, o assessor de Lula para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, diz: "Há problemas de direitos humanos no mundo inteiro".

Franklin sorri, Lula engambela e Garcia avacalha. A morte do pedreiro Orlando Zapata, condenado a mais de 25 anos de prisão por discordar do regime, carimba de vergonha o passaporte da comitiva brasileira. Viajando com evidente disposição de render homenagens ao ditador e usufruir os dias finais da Disneylândia socialista, o governo Lula se omitiu alegremente, para depois tripudiar sobre o cadáver quando a realidade o emparedou.

Da tolerância com os desmandos do regime à idolatria pela figura de Fidel, subsiste no governo brasileiro (e amplamente na esquerda nativa) a "mitologia do bom tirano" -expressão do filósofo Ruy Fausto.

Em 2003, a onda de repressão aos dissidentes resultou no fuzilamento de três pessoas e em outras várias condenações à prisão perpétua. É isso o que está em jogo novamente. Para quem defende de fato os direitos humanos, pouco importa que a nomenclatura no poder há 50 anos tenha origem numa revolução feita em nome de ideais igualitários. Ela não é menos criminosa por isso.

Marco Aurélio Garcia não gosta dos seriados de TV americanos -"esterco cultural", ele disse.

Mas é capaz de baratear os direitos humanos para não atrapalhar a estadia na ilha de "Lost".

No congresso do PT, ele já havia dito (e Dilma Rousseff repetiu): "Não aceitamos lições de liberdade de quem não tem compromisso com ela". Bingo, Garcia!


Fernando Barros e Silva

Do lado dos perpetradores


Editorial O Estado de São Paulo


São de um cinismo deslavado os comentários do presidente Lula sobre a morte do ativista cubano Orlando Zapata Tamayo, ocorrida horas antes de sua quarta visita à ilha desde que assumiu o governo. Tamayo, um pedreiro de 42 anos, foi um dos 75 dissidentes condenados em 2003 a até 28 anos de prisão. Inicialmente, a sua pena foi fixada em 3 anos. Depois, elevada a 25 anos e 6 meses por delitos como "desacato", "desordem pública" e "resistência". Embora não fosse um membro destacado do movimento de direitos humanos em Cuba, a Anistia Internacional o incluiu na sua lista de "prisioneiros de consciência" ? vítimas adotadas pela organização por terem sido detidas apenas por suas ideias. Em dezembro, Tamayo iniciou a greve de fome por melhores condições para os 200 presos políticos do regime, da qual morreria 85 dias depois.

Lula conseguiu superar o ditador Raúl Castro em matéria de cinismo e escárnio. Este disse que Tamayo "foi levado aos nossos melhores hospitais". Na realidade, só na semana passada, já semi-inconsciente, transferiram-no do presídio de segurança máxima de Camaguey para Havana. E só na segunda-feira foi hospitalizado. O desfecho foi tudo menos uma surpresa para os seus algozes. Dias antes, autoridades espanholas haviam manifestado a sua preocupação com a situação de Tamayo, numa reunião sobre direitos humanos com enviados de Cuba. Ele morreu porque o deixaram morrer. Poderiam, mas não quiseram, alimentá-lo por via endovenosa. "Foi um assassínio com roupagem judicial", resumiu Elizardo Sánchez, líder da ilegal, mas tolerada, Comissão Cubana de Direitos Humanos.

Já Lula como que culpou Tamayo por sua morte. Quando finalmente concordou em falar do assunto, sem disfarçar a irritação, o autointitulado condutor da "hiperdemocracia" brasileira e promulgador recente do Programa Nacional de Direitos Humanos, disse lamentar profundamente "que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome", lembrando que se opunha a esse tipo de protesto a que já tinha recorrido (quando, ainda sindicalista, foi preso pelo regime militar). Nenhuma palavra, portanto, sobre o que levou o dissidente a essa atitude temerária: nada sobre o seu encarceramento por delito de opinião, nada sobre as condições a que são submetidos os opositores do regime, nada sobre o fato de ser Cuba o único país das Américas com presos políticos. Nenhum gesto de desaprovação à violência de uma tirania.

Pensando bem, por que haveria ele de turvar a sua fraternal amizade com os compañeros Fidel e Raúl, aborrecendo-os com esses detalhes? Ao seu lado, Raúl acabara de pedir aos jornalistas que "os deixassem tranquilos, desenvolvendo normalmente nossas atividades". Lula atendia ao pedido. Afinal, como observara o seu assessor internacional Marco Aurélio Garcia, "há problemas de direitos humanos no mundo inteiro". Mas Lula ainda chamou de mentirosos os 50 presos políticos que lhe escreveram no domingo para alertá-lo da gravidade do estado de saúde de Tamayo e para pedir que intercedesse pela libertação deles todos. Quem sabe imaginaram, ingenuamente ou em desespero de causa, que o brasileiro pudesse ser "a voz em defesa da proteção da vida aos cubanos", como diria o religioso Dagoberto Valdés, um dos poucos opositores da ditadura ainda em liberdade na ilha.

Lula negou ter recebido a correspondência. "As pessoas precisam parar com o hábito de fazer cartas, guardarem para si e depois dizerem que mandaram para os outros", reclamou.

E, com um toque de requinte no próprio cinismo, concluiu: "Se essas pessoas tivessem falado comigo antes, eu teria pedido para ele parar a greve e quem sabe teria evitado que ele morresse." À parte a falta de solidariedade humana elementar que as suas palavras escancararam ? ele disse que pode ser acusado de tudo, menos disso ?, a coincidência da visita de Lula com a tragédia de Tamayo o deixou exposto aos olhos do mundo ? e não exatamente da forma que tanto o envaidece.

A morte de um "prisioneiro de consciência", a afirmação de sua mãe de que ele foi torturado e o surto repressivo que se seguiu ? com a detenção de dezenas de cubanos para impedir que comparecessem ao enterro do dissidente no seu vilarejo natal ? transformam um episódio já de si sórdido em um escândalo internacional. Dele, Lula participa pela confraternização com os perpetradores de um crime continuado que já dura 51 anos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

NOTA DE REPÚDIO AOS ASSASSINOS CUBANOS COM O CÚMPLICE LULA!


O DEM divulga um a nota em que lamenta o silêncio do governo brasileiro diante das óbvias transgressões aos direitos humanos em Cuba. Certos vigaristas, no Brasil, são incapazes de citar o partido sem lhe atribuir vínculos com a ditadura militar brasileira — como se isso fizesse sentido hoje em dia. São os mesmos que omitem as ligações pregressas de ministros de destaque do governo Lula — a começar de Dilma Rousseff, a candidata do PT à Presidência — com o terrorismo de esquerda. Lembram que ela foi da VAR-Palmares ou do Colina, mas fazem isso parecer um clube de moças católicas.

E noto que essas não são coisas análogas, embora opostas: O DEM DE HOJE NÃO SE AJOELHA NO ALTAR DA DITADURA MILITAR. MAS OS EX-TERRORISTAS E O PRÓPRIO GOVERNO DÃO APOIO INCONDICIONAL À TIRANIA CUBANA, QUE PRENDE, TORTURA E MATA. A petralhada dirá: “O DEM que vá cuidar dos seus mensaleiros em vez de falar mal de Cuba”. Já cuidou. Estão fora do partido. Os do PT é que estão dentro — e fazendo bons negócios, não é, Zé Dirceu? Além, claro!, de dar apoio a ditaduras.

Há ainda uma questão, digamos, numérica: se o DEM fosse hoje mera continuação da Arena, O QUE É MENTIRA, poder-se-ia acusar o partido de vinculação com um regime que as esquerdas acusam de ter matado 424 pessoas — a conta é perturbada para mais, mas vá lá… Ocorre que o DEM não é a Arena. Já o PT defende, com energia, um regime que responde pela morte de 100 MIL PESSOAS. Esses monstros da ética condenam um regime acusado de matar 424 para apoiar um outro que já matou 100 mil. VIGARISTAS!!!

Oportuna e correta a nota do DEM. É por aí: pau em mensaleiro e pau em comunista assassino e seus amiguinhos. Com o PT é diferente: pão-de-ló para mensaleiros e abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim em homicidas compulsivos. Segue a nota:

Democratas: “Sim” á Democracia; “não” às Ditaduras

No momento em que o presidente Lula da Silva faz sua terceira visita a Cuba e posa sorridente para fotos abraçado aos ditadores Fidel e Raúl Castro, a Comissão Executiva Nacional do Democratas lamenta o silêncio inexplicável do governo ante a morte do preso político cubano Orlando Zapata Tamayo, enterrado em Havana no mesmo dia em que chegou ao país a comitiva brasileira.

A agonia e morte do prisioneiro, que estava em greve de fome desde o início de dezembro e vinha sendo torturado por sonhar com um regime de liberdade, é a prova cabal de que a barbárie impera em Cuba. Ali, passa de 200 o número de presos por supostos crimes de “consciência”, segundo estimativa da anistia internacional.

O presidente Lula da Silva, que sempre disse defender a democracia e o Estado de Direito, devia refletir sobre suas responsabilidades perante a história do Brasil, a história do seu partido e até sua própria história, antes de apoiar ditaduras como as que vigoram no Irã e em Cuba. O presidente da República também não devia carrear vultosos financiamentos públicos brasileiros, à revelia do Poder Legislativo, para a ditadura dos irmãos Castro.

Cuba é um país que se tornou pária por não cumprir as cláusulas democráticas exigidas nas relações diplomáticas dos povos civilizados. Também não cumpre contratos. Isto quer dizer que o dinheiro levado por Lula da Silva não será devolvido. O Brasil jamais recebeu de volta os empréstimos que fez a Cuba.

O presidente Lula da Silva não é dono da poupança dos brasileiros. Ele deve gerir os recursos mediante critérios legais, em vez de usá-los para doação a seus ditadores de estimação. Para se ter idéia do absurdo desta ação presidencial cabe lembrar que o montante que Lula garantiu a Cuba é mais de dez vezes superior à soma das doações feitas pelo Brasil ao Haiti, país devastado pelo terremoto de 12 de janeiro.

O Democratas pretende convocar o presidente do BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, para explicar no Congresso os critérios que foram usados pela instituição para definir os empréstimos a Cuba.Emprestar dinheiro a uma ditadura é financiar a tortura, é homenagear um regime opressivo que leva os dissidentes à morte.

O povo brasileiro apóia a liberdade de pensar, participar e discordar. O povo brasileiro não aceita o equívoco deste governo que vai a Cuba tentar mostrar ditadores, que perderam todas as batalhas da História, como heróis. Heróis são os que morrem pela liberdade.

Brasília, 25 de fevereiro de 2010
Rodrigo Maia- Presidente




Reinaldo Azevedo

Visita de Lula a Cuba provoca bate-boca na Câmara


BRASÍLIA - A atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em visita a Cuba evitou condenar as violações dos direitos humanos no país, provocou polêmica hoje no plenário da Câmara. O DEM entrou em obstrução, impedindo a votação de sete projetos de decreto legislativo de acordos internacionais. O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), decidiu suspender as votações depois do bate-boca entre o vice-líder do DEM, deputado José Carlos Aleluia (BA), que chamou Fidel Castro (ex-presidente de Cuba) e seu irmão Raul Castro (presidente de Cuba) de assassinos, e deputados do PT e do PC do B, que saíram em defesa de Lula.



Temer fez questão de ressaltar que a posição oficial da Câmara é de repúdio a "toda e qualquer atitude antidemocrática e agressiva a qualquer país do mundo". "Quem poderia imaginar um presidente operário, o nosso presidente metalúrgico, ir a Cuba para comemorar a morte de um dissidente do regime de Fidel. Isso é inaceitável. Tirar foto dando risada, ao lado de assassinos, ao lado de bandidos, em Cuba", disse Aleluia.



Sua fala foi rapidamente contestada pela deputada Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), que é presidente do grupo parlamentar Brasil/Cuba. A deputada disse ter "muitas divergências" com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. "Os Estados Unidos são um país que fez o que fez com o povo, com seres humanos, na prisão de Abu Ghraib; que mantém até hoje Guantánamo funcionando, que mantém cinco presos políticos cubanos sem sequer serem julgados em território americano", afirmou Grazziotin.



Para o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), "não cabe ao presidente da República chegar a Cuba se imiscuindo na política interna do País". Ele argumentou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se encontrou diversas vezes com Fidel Castro e nunca se referiu às denúncias de violação de direitos humanos em Cuba. O petista lembrou ainda que o ex-governador da Bahia Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007, recebeu Fidel "com pompa e circunstância" no Estado e, na época, Aleluia era da base aliada ao governador.



O deputado Nilson Mourão (PT-AC) também usou de ironia para se referir à postura de Aleluia: "Lamentavelmente, não vi o deputado Aleluia comovido quando o governo dos Estados Unidos matou 70 iraquianos e foi para a televisão simplesmente pedir desculpas".



O líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), divulgou nota afirmando que o presidente Lula "só envergonha" o povo brasileiro. "Em Cuba, (Lula) se curva para um dos mais facínoras ditadores do planeta ainda vivo", afirmou Bornhausen. "O governo Lula, com seu apoio a ditadores e ditaduras, está destruindo um capital arduamente conquistado pela democracia brasileira de respeito aos direitos humanos", disse o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).


Estadão

Lula, o PT e o Foro de São Paulo


A Secretaria de Relações Internacionais do PT preparou um documento, aprovado no congresso do partido, com a sua, chamarei assim, “visão de mundo do mundo”. Destaco abaixo alguns trechos do documento, com breves comentários. O link para a íntegra do texto está aqui. Uma das tolices em que se perdem setores importantes da imprensa e mesmo da oposição é considerar que o radicalismo retórico do PT não tem desdobramentos práticos. Tem, sim. Seguem trechos do documento em vermelho, com comentários meus em branco. Vocês vão constatar que o Itamaraty segue à risca as diretrizes do partido.

A partir da convocatória feita pelo PT, nasceu o que futuramente se chamaria Foro de São Paulo, que ao longo dos últimos 20 anos contou com a participação ativa da Frente Amplio de Uruguai, da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador, da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua, do Partido Revolucionário Democrático (PRD) do México e do Partido Comunista de Cuba, entre outras forças políticas.
Como sabem, Olavo de Carvalho, eu mesmo e alguns outros temos chamado a atenção, já há alguns anos, para o tal Fórum de São Paulo, tratado pela grande imprensa, por ignorância ou indústria, como se fosse algo meramente simbólico, uma associação lítero-musical. Não é. Trata-se, lá vou eu cutucar os botocudos, de uma Operação Condor de sinal trocado: a colaboração entre os vários partidos e governos de esquerda da América Latina. Chamemos de Operação Urubu. Em sua agenda, está o esmagamento da oposição “de direita” por intermédio de várias ações integradas — chamam “oposição de direita” aquelas pessoas horríveis que defendem, por exemplo, a democracia representativa. O texto omite que, entre os fundadores do Fórum, criado por iniciativa de Lula e Fidel Castro, estão as Farc. Raúl Reys, o terrorista pançudo morto no Equador, tem um texto em que relata seu primeiro encontro com Hugo Chávez: numa reunião do Fórum de São Paulo.

Além de participar ativamente do Foro de São Paulo, respondendo por sua Secretaria Executiva, o PT participa da Conferência Permanente de Partidos Políticos de América Latina (COPPPAL) e da Coordinación Socialista Latinoamericana (CSL).
Ao mesmo tempo, mantivemos as relações com nossos aliados europeus e buscamos estreitar relações com partidos do Oriente Médio, da Ásia e da África. Atualmente, o PT mantém protocolos de cooperação com diversos partidos, entre os quais o Partido Comunista da China.
Sim, sem a menor dúvida! O horizonte utópico do PT, hoje em dia, é a ditadura CAPITALISTA da China. Como tenho insistido aqui, sempre que o petismo falar em “socialismo”, deve-se ignorar o conteúdo propriamente econômico da palavra: socialização dos meios de produção, fim da propriedade privada etc. O “socialismo chinês” é outro: economia de mercado gerida por um partido único, dentro do qual várias correntes podem se abrigar. O partido dos “proletários e dos camponeses“ tornou-se uma nova aristocracia, que dispensa a tal “democracia de massas”.

Esta pluralidade não implicou em silêncio acerca de questões espinhosas; nem tampouco subordinação das posições partidárias aos interesses “de Estado”. Pelo contrário, há coisas que nosso governo pode e deve fazer (como receber o presidente dos EUA ou o chanceler de Israel), sem que isto impeça nosso partido de manifestar sua opinião política sobre tais convidados e suas respectivas administrações. Ou questões em que o Partido tem posição, como é o caso da independência do Sahara Ocidental e da luta da Frente Polisário, posição que esperamos ver acompanhada pelo governo. Assim como há temas em que o governo tomou a iniciativa e o Partido ainda não tem conseguido acompanhar adequadamente, como é o caso do Haiti. Além de outros assuntos nos quais há necessidade de maior debate, tendo em vista as diferenças de opinião, como é o caso do acordo entre o Mercosul e Israel; ou da Rodada Doha na Organização Mundial de Comércio.
Para os petistas, a “concessão ao Mal” está em receber “o presidente dos EUA ou o chanceler de Israel”. Já a visita de Mahmoud Ahmadinejad certamente honra o Brasil.

defendemos a solução negociada dos conflitos internacionais, o direcionamento dos gastos com pesquisa e venda de armamentos para o combate à pobreza e à fome, o aumento dos investimentos em educação e saúde. O PT defende o desmantelamento dos arsenais nucleares, o fim das pesquisas e desenvolvimento de quaisquer tipos de armas de destruição em massa. Exigimos o fim da ocupação estadunidense no Iraque e no Afeganistão, que mergulhou os dois países numa situação de destruição e guerra civil;
Desmantelamento de arsenais nucleares é a desculpa usada pelo governo brasileiro para se alinhar com o Irã em seu programa secreto de… armas nucleares! E notem a oposição à ocupação “estadunidense” (sic) do Iraque e do Afeganistão, hoje o principal celeiro do terrorismo mundial.

O PT se opõe a toda forma de terrorismo, inclusive ao terrorismo de Estado, como foi o caso do ataque de Israel contra a Faixa de Gaza. Apoiamos a criação do Estado palestino, o desmantelamento dos assentamentos israelenses nos territórios da Cisjordânia, o reconhecimento mútuo por todas as forças políticas envolvidas, o fim dos ataques contra civis;
Opor-se ao suposto “terrorismo de estado” é mero pretexto para atacar Israel e se alinhar com o… terrorismo palestino! O PT apóia “o fim dos assentamentos”, mas não cobra o fim dos ataques do Hamas ao território israelense. Nota: o Brasil tem votado sistematicamente contra Israel em comissões da ONU.

defendemos Cuba e as conquistas sociais da Revolução Cubana, especialmente contra o bloqueio que se estende por já quase 50 anos;
Nada a comentar. Fala por si.

o Partido compreende que o governo brasileiro deva se relacionar com o atual governo de direita da Colômbia, país vizinho e integrante da Unasul; enquanto o PT mantém um protocolo de cooperação com o Pólo Democrático Alternativo (PDA), que faz oposição a Uribe e denuncia o fato do atual governo colombiano ter transformado o país no “Cavalo de Tróia” dos Estados Unidos na América do Sul.
Nem entro no mérito da boçalidade. Apenas lembro que o tal PDA, está comprovado, serve de barriga de aluguel para terroristas das Farc e que essa opinião cretina de que a Colômbia é mero títere dos EUA pauta a política externa brasileira, que se opôs fortemente ao uso de bases colombianas por soldados americanos no combate ao narcotráfico, mas nada disse quando ficou claro que Chávez forneceu armas às Farc.

O PT avalia que a política externa implementada pelo governo Lula faz o Brasil competir com os Estados Unidos. Trata-se de uma competição de “baixa intensidade”, até porque a doutrina oficial do Brasil é de convivência pacífica e respeitosa (“cooperação franca” e “divergência serena”) com os Estados Unidos. Mas, inclusive por se dar no entorno imediato da potência, as atitudes do Brasil possuem imensa importância geopolítica. É o caso da correta e corajosa atitude que o governo brasileiro adotou no caso de Honduras.
O antiamericanismo virou política oficial do Itamaraty. O governo segue a diretriz do PT.

A superação do neoliberalismo e também do capitalismo exigirão diferentes estratégias de resistência, de construção do poder e do socialismo. Não significa dizer que todas as estratégias são válidas, mas significa que recusamos a idéia de que exista uma única estratégia válida para todos os locais e tempos. Ao mesmo tempo, sabemos que os processos nacionais terão fôlego curto, se não estiverem articulados numa estratégia continental. Por isto apoiamos as iniciativas que visam acelerar a institucionalização da integração regional, reduzindo a ingerência externa, as desigualdades & assimetrias, seja para atuar internacionalmente como bloco, seja para aproveitar melhor as potencialidades da América do Sul.
Voltamos ao Fórum de São Paulo. O PT tem razão: EXISTE MESMO UMA AÇÃO CONJUNTA, A OPERAÇÃO URUBU coordena hoje as ações de vários partidos e governos “de esquerda” na América Latina. Na Venezuela, Chávez chega até onde permite a institucionalidade de seu país. Lula, por aqui, faz o mesmo, embora tenha mais dificuldades para emplacar medidas de autoritarismo explícito. Voltarei ao tema.




Reinaldo Azevedo

Dissidente cubano critica Lula


"Respeitamos e amamos o povo brasileiro, mas o governo Lula não deu nenhuma palavra de solidariedade para com os direitos humanos em Cuba. Tem sido um verdadeiro cúmplice da violação dos direitos humanos em Cuba.
"Já não esperamos e nem queremos esperar nada dele".




Oswaldo Payá, líder do Movimento Cristão de Libertação, uma das principais vozes do movimento dissidente cubano e vencedor do Prêmio Sajarov, do Parlamento Europeu, em 2002.

Payá lamentou que a embaixada do Brasil em Cuba se negou a receber um grupo de dissidentes que tinha uma carta de presos políticos dirigida a Lula.

Tremendo cúmplice amoral é o “democratíssimo” Lula

Por Eleonora Bruzual (*)

Luiz Inácio Lula da Silva é um ser realmente aborrecível. Com uma capacidade de cálculo prodigiosa para atribuir-se logros em sua passagem pela Presidência do Brasil, não treme a voz para lisonjear tiranos e se estes contam com o “talão de cheques” dadivoso do militarote traidor Hugo Chávez, com mais euforia os seduz. Assim, temos que nesta terça chegará à masmorra antilhana o velhaco Lula, e com segurança é capaz de afirmar que os tiranos Castro mantêm em Cuba há mais de 50 anos uma democracia sui generis...

Luis Inácio Lula da Silva, ao anunciar sua visita ao grande cárcere, cujo motivo será “despedir-se como mandatário de seu colega Raúl Castro e de seu irmão e antecessor Fidel”, não se contém e qualifica o sanguinário tirano como “velho amigo”. Nada que nos surpreenda deste vivaldino sem moral, que há poucos dias rechaçou que o infame déspota venezuelano - esse que enriqueceu milhares de brasileiros e que serviu a Lula para “entesourar” acertos baseados em sua falta total de ética - seja um neo-tirano, e pelo contrário, o apelidou de democrata. Lula expressou textualmente que rechaça as acusações de tendência autoritária lançadas contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, asseverando que considera que a Venezuela “vive uma democracia”, embora em um grau diferente da existente no Brasil.

Lula é um descarado que pretende nos manipular com uma subjetividade absurda. Lula mais cínico e aproveitador do que nunca, mais hoje, porque com certeza está granjeando que o infame militarote venezuelano lhe financie boa parte da campanha de sua “candidata” a sucedê-lo no governo, a ministra e ativista do Foro de São Paulo, Dilma Rousseff, ressalta na entrevista publicada na semana passada no jornal O Estado de São Paulo: “eu acredito que a Venezuela é uma democracia” e, não conformado, evidentemente aborrecido com o jornalista que lhe perguntou: “E seu governo, o que é?”. Respondeu-lhe: “É uma hiper-democracia. Meu governo é a essência mesma da democracia”.

Jóia rara, este lobo com pele de ovelha, que modera bem sua essência comunista na hora de se manter como um grande democrata no Brasil e desde lá promover e apoiar o bando castro-comunista que desestabiliza, persegue e destrói democracias. Com absoluto desembaraço, também defendeu a postura de seu governo frente ao que qualifica de “as suspeitas” em torno dos verdadeiros objetivos do programa nuclear do Irã.

Manipulando a opinião pública ao dizer que: “A comunidade internacional não deve repetir os erros que levaram ao ataque militar no Iraque, lançado pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush e seus aliados. Creio que esse tema está mal resolvido. O Irã não é o Iraque”. O que quer dizer com isto, que ignora as ameaças desses sanguinários santarrões contra países democráticos? Ignora a matança e perseguição da dissidência, seus crimes, seu horrores?

Já faz as malas, este astuto político que abandonará o poder em 1º de janeiro de 2011, depois de haver exercido a presidência por 8 anos. Teria que se perguntar, o que o leva a se despedir do tiranossauro cubano com quase um ano de antecedência? Que história alega para se sentir cômodo com uma asquerosa tirania com mais de meio século martirizando essa pobre ilha escrava? Lula sabe que Castro está moribundo?

Em Cancum Lula apertará com o peito o herdeiro da tirania, Raúl Castro. Presta-se a essa papagaiada proposta pelo militarote e os tiranos Castro, de ver como as engenham para criar uma marmota continental que supra a OEA e deixe os Estados Unidos e o Canadá de fora porque decretaram que estão flutuando em qualquer parte, menos na América. Lula se presta a este absurdo com certeza tirará seus bons lucros ao fazê-lo...

Lula vai se revolver no chiqueiro de Havana e, certamente, não se dá por aludido ante a demanda que sete médicos e um enfermeiro cubanos apresentaram ante os tribunais dos Estados Unidos contra Cuba e Venezuela. Lula também considera que é “democrático” o trato dos médicos e sua permuta por petróleo e dinheiro que a estatal PDVSA presenteia aos tiranos Castro. Nem se inteira do conteúdo dessa justa demanda, onde estes oito cubanos acusam os demandados por conspiração para obrigá-los a trabalhar na condição de “escravos modernos”, como pagamento pela dívida cubana com o Estado venezuelano pelo fornecimento de petróleo. Na demanda também se denuncia que “o convênio dos governos de Cuba e Venezuela constitui uma flagrante confabulação comparável ao comércio de escravos na América colonial”. Porém, Lula nem toma conhecimento... e se o faz é para aplaudir os democratíssimos Castro e seu servil Hugo Chávez.




(*) Jornalista venezuelana editora do site “Gentiuno

Tradução: Graça Salgueiro

Para que o Brasil não esqueça.


Não vamos deixar o Brasil esquecer que, um dia, quiseram dar a ele o Prêmio Nobel da Paz.



Raul Castro culpa os americanos pela morte de preso cubano


Nova investida contra a democracia


Vem aí mais um ataque à liberdade de informação e de opinião, preparado não por skinheads ou outros grupos de arruaceiros, mas por bandos igualmente antidemocráticos, patrocinados e coordenados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A 2ª Conferência Nacional de Cultura, programada para março, foi concebida como parte de um amplo esforço de liquidação do Estado de Direito e de instalação, no Brasil, de um regime autoritário. O controle dos meios de comunicação, da produção artística e da investigação científica e tecnológica é parte essencial desse projeto e também consta do Programa Nacional de Direitos Humanos, outra desastrosa proposta do governo petista. O texto-base da conferência poderia figurar num museu de teratologia política, como exemplo do alcance da estupidez humana. Antes de enviá-lo para lá, no entanto, será preciso evitar a sua conversão em roteiro oficial de uma política de comunicação, ciência e cultura.

A palavra cultura, naquele texto, é usada com tanta propriedade quanto o verbo "libertar" na frase famosa "o trabalho liberta", instalada sobre o portão de Auschwitz. "O monopólio dos meios de comunicação", segundo o documento, "representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos." É verdade, mas não existe esse monopólio no Brasil nem nas verdadeiras democracias. Um regime desse tipo existe em Cuba, como existiu noutras sociedades submetidas a regimes totalitários, sem espaço para a informação, a opinião e o confronto livre de ideias. Muitos dos companheiros do presidente Lula, entre eles alguns de seus ministros, nunca desistiram da implantação de algo semelhante no País. Segundo Lula, sua carreira política teria sido impossível sem a liberdade de imprensa, mas hoje essa liberdade é um empecilho a seus projetos de poder.

O documento defende "maior controle social" sobre a gestão de rádios e TVs públicas. Mas "controle social", em regimes sem liberdade de informação e de opinião, significa na prática o controle total exercido pelo pequeno grupo instalado no poder. Nenhum regime autoritário funcionou de outra forma. Também a palavra "social", nesse caso, tem um significado muito diferente de seu valor de face.

É preciso igualmente controlar a tecnologia: este princípio foi adotado desde o começo do governo Lula. Sua aplicação só não liquidou a Embrapa, um centro de tecnologia respeitado em todo o mundo, porque a maioria da comunidade científica reagiu. A imprensa teve papel essencial nessa defesa da melhor tradição de pesquisa. Isso a companheirada não perdoa. No caso do presidente Lula, o desagrado em relação à imprensa é reforçado por uma espécie de alergia: ele tem azia quando lê jornais.

Mas o objetivo não é apenas controlar a pesquisa. É também submetê-la a certos "modelos". "No Brasil, aprendemos pouco com as culturas indígenas; ao contrário, o País ainda está preso ao modelo colonial, extrativista, perdulário e sem compromisso com a preservação dos recursos naturais", segundo o documento.

Cultura extrativista, ao contrário do imaginado pelo companheiro-redator desse amontoado de bobagens, era, sim, a cultura indígena. O agronegócio brasileiro, modernizado, eficiente e competitivo, não tem nada de colonial, nem na sua organização predominante nem na sua tecnologia, em grande parte fornecida pela pesquisa nacional de mais alta qualidade. Ou talvez o autor daquela catadupa de besteiras considere colonial a produção de automóveis, tratores, equipamentos industriais e aviões. Não deixa de ter razão. Os índios não fabricavam nenhum desses produtos, mas indígenas das novas gerações não parecem desprezar essas tecnologias.

Segundo a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Silvana Lumachi Meireles, nenhuma proposta contida no documento pode gerar polêmica. Todos os itens, argumentou, foram referendados em conferências regionais. Mas conferências desse tipo não têm o poder de transformar tolices em ideias inteligentes nem propostas autoritárias em projetos democráticos. O governo insistirá, a imprensa continuará resistindo. A oposição poderia ajudar a conter esse projeto insano, se deixasse o comodismo e mostrasse mais disposição para defender a democracia do que mostrou diante do ameaçador decreto dos direitos humanos.


Estadão

Ilhas Malvinas (Falklands) apoiam soberania britânica

SÃO PAULO - A Assembleia Legislativa das Ilhas Malvinas defendeu ontem os direitos da presença britânica e dos kelpers (denominação dos ilhéus) sobre o arquipélago do Atlântico Sul. Em Port Stanley, capital das ilhas, as autoridades relativizaram as pressões da presidente argentina, Cristina Kirchner, para forçar os britânicos a negociar a soberania das Malvinas. As reivindicações argentinas sobre as ilhas ressurgiram com o início da exploração petrolífera nas águas próximas do arquipélago por parte da empresa britânica Desire Petroleum.



Segundo Jan Cheek, parlamentar das Malvinas, é "irônico" o pedido argentino de devolução das ilhas e a insistência em recorrer à Organização das Nações Unidas (ONU) com o argumento de que é preciso "descolonizá-las": "O que a Argentina quer é que nos transformemos em colônia sua", afirmou. "A impressão que dá é que o governo argentino tenta nos utilizar. Quando um governo argentino está com problemas, tende a desviar a atenção da população para a questão das Malvinas, com a esperança de que isso possa unir as pessoas", disse.



A representante dos kelpers indicou que a reação argentina sobre a chegada da plataforma petrolífera da Desire Petroleum era "esperada": "Ouvimos tantas besteiras por parte dos argentinos nestes anos todos que a gente até esperava estas coisas."



Por outro lado, argentinos ex-combatentes da campanha nas Malvinas queixam-se que a questão das Malvinas não tem provocado impacto na população argentina. Segundo os veteranos, organizados em dezenas de centros e federações em todo o país, os argentinos "não têm a menor ideia" da atual disputa sobre o arquipélago.



Estadão

O pedido de socorro foi negado

As imagens mostram um presidente que gostaria de ser Fidel se não fosse Lula, um ministro que gostaria de ser Fidel, um caçula que gostaria de ser o primogênito e um Fidel contente por ser Fidel. Um cubano parece satisfeito. O outro, um tanto entediado. Um brasileiro está deslumbrado. O outro, em êxtase.

Lula fotografa o grupo com o entusiasmo de turista japonês no Louvre. Franklin Martins abraça o santo de sua devoção com cara de quem viu Nossa Senhora. Raúl Castro apalpa o irmão para certificar-se de que não está tão mal para deixá-lo só nem tão bem para querer o trono de volta. Fidel Castro está com jeito de quem pensa numa cama.

Há três dias, 42 presos políticos pediram a Lula que aproveitasse as conversas com os capatazes da ilha para tentar livrá-los do calvário. As fotos avisam que não serão atendidos. Os sorrisos informam que o pedido de socorro foi negado.



Augusto Nunes

Medo começa a vencer a esperança em Dilma.


A sagração da "doutora" como candidata, no último sábado, seguiu-se de uma total reversão de expectativas. Lula viajou e Dilma sumiu da mídia. Companheiros da área da saúde já desceram a pancadaria na candidata, em diálogos registrados pela imprensa, em que dizem que Dilma é uma imposição, ou seja, uma impostora. Outros companheiros já correram em massa ao Senado para impedir que a "doutora" falasse sobre Direitos Humanos, conforme convocação da Comissão de Constituição e Justiça. A pressão alos companheiros aloprados paulistas sobre Ciro Gomes para que fuja covardemente da eleição presidencial - o que é praticamente certo, dada a coragem apenas da boca para fora ostentada pelo totozinho do Lula - é a última tentativa de apostar na tal "campanha plebiscitária". Por fim, a volta triunfal da máfia dos mensaleiros para comandar a campanha da Dilma, que é a aceitação pública de que teremos um vale-tudo como nunca na história deste país. O medo começa a vencer a esperança em Dilma. Cá entre nós, com toda a razão.


BLOGS PELA DEMOCRACIA

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Enquanto o mundo protesta, Brasil financia ditadura assassina de Cuba.


Fotos tiradas no dia do velório de Orlando Zapata, preso político que pediu ajuda ao Brasil, sem ser atendido. Governo Lula está investindo U$ 1 bilhão em Cuba.

"Estamos profundamente afectados por la muerte de Zapata", dijo Philip J. Crowley, subsecretario de Estado de Asuntos Públicos. "Su muerte pone de relieve el injusto encarcelmiento de más de 200 prisioneros políticos en Cuba que deben ser liberados inmediatamente, sin demora".

"La Comisión Europea lamenta profundamente la muerte del preso político Orlando Zapata y ofrece condolencias a su familia", dijo en Bruselas el portavoz de la UE, John Clancy, quien añadió que los derechos humanos "siguen siendo una prioridad clave" para Europa

"El gobierno de España deplora profundamente la muerte de Orlando Zapata, la muerte de un defensor de los derechos humanos en Cuba", dijo el vicepresidente tercero, Manuel Chaves. "Hay un déficit de derechos humanos en este país".

"Nos preocupan las condiciones carcelarias en Cuba y exhortamos a Cuba a que permita la inspección independiente de sus prisiones", dijo la cancillería británica en un comunicado.

En París, el vocero del ministerio del Exterior francés Bernard Valero hizo pública su "consternación" por la muerte de Zapata y precisó que el ejecutivo había reclamado su libertad.El gobierno "deplora que no se haya escuchado este llamado a un gesto humanitario", explicó Valero.

En Londres, Amnistía Internacional reclamó una investigación para determinar si las malas condiciones carcelarías habían sido un factor determinante en la muerte del disidente cubano."La muerte trágica de Orlando Zapata Tamayo es un ejemplo terrible de la desesperación que enfrentan los prisioneros de conciencia que no tienen esperanzas de verse libres de su encarcelamiento injusto y prolongado", dijo Gerardo Ducos, investigador del Caribe para AI, en un comunicado.



Coronel


Ditadores provocam asco em mim, sensação física de nojo mesmo. A simples suposição de que um vagabundo possa, ao arrepio da lei ou baseado numa lei discricionária, dizer o que posso ou não fazer mexe com a minha estabilidade estomacal. Pode ser de direita, de esquerda ou só um populista pançudo.

Vejam a foto acima, de André Dusek, da Agência Estado. Esse anão com óculos típicos dos antigos agentes do Dops, aqui no Brasil, é Raul Castro, o ditador de Cuba. Quem o vê assim não imagina tratar-se de um homicida contumaz, o braço mais assassino da ditadura cubana. Aquele ao lado é Lula, que resolveu se vestir à moda da casa para honrar o anfitrião do necrotério.

É conversa mole aquela história de que, no passado, Fidel era apenas um cristão muito justo, convertido por necessidade ao socialismo. Isso é parte da mitologia esquerdopata para tentar atribuir aos EUA, que não teriam sabido compreendê-lo, a real responsabilidade por Cuba ter-se tornado o que se tornou. O que é verdade, aí sim, é que Raúl sempre foi mais ortodoxamente obtuso do que o próprio Fidel. E sempre gostou de matar pessoalmente as suas vítimas.

Lula foi lá prestar mesuras a um regime assassino, responsável pela morte de 100 mil pessoas 17 mil executadas (a conta está no Livro Negro do Comunismo) e outras 83 mil que morreram, pasmem!, afogadas no mar. Tentavam deixar a ilha, o que é proibido.

Raúl falou sobre a morte - na prática, mais um assassinato - do dissidente Orlando Zapata Tamayo, de que tratei nesta madrugada. Leiam o que informa o Estadão Online. Volto em seguida:

Raúl conversou com jornalistas durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de quem inaugurou obras no país. “Lamentamos muitíssimo (a morte). Isso é resultado dessa relação com os Estados Unidos”, disse Castro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita Cuba. Castro disse ainda que muitos outros cubanos também haviam morrido vítimas do que chamou de “terrorismo de Estado”, que seria, segundo ele, praticado pelo governo americano.

O líder cubano disse também que nunca assassinou ninguém. “Não assassinamos ninguém, aqui ninguém foi torturado, mas sim na (vizinha, de posse americana) base de Guantánamo, não em nosso território.” Ele disse ainda que está disposto a discutir com o governo americano “todos os problemas que eles tiverem”. “Repito três vezes, todos, todos, todos. Mas não aceitamos se não for em absoluta igualdade.”

Castro criticou ainda a imprensa que “só publica o que os donos querem”. “Aqui não há uma máxima liberdade de expressão, mas se os Estados Unidos nos deixarem em paz, poderá haver”, disse. A chancelaria cubana também lamentou a morte do ativista em comunicado. “O presidente Raúl Castro lamentou a morte do preso cubano Orlando Zapata Tamayo, morto ontem depois de entrar em uma greve de fome”, diz o texto.

Comento
Entenderam? Tamayo entrou em greve de fome porque fora condenado a mais de 30 anos de cadeia por defender os direitos humanos em Cuba. Não há contra ele nem mesmo aquelas acusações canalhas que Cuba costuma fazer de “terrorismo” contra os dissidentes. Nem isso. Não há nada. Mais: seu sistema renal entrou em falência porque lhe negaram água na cadeia. Culpa de quem? Ora, dos americanos. E o que dizer desta frase: “Aqui não há uma máxima liberdade de expressão, mas se os Estados Unidos nos deixarem em paz, poderá haver”. Lula deve ter achado o máximo.

Eis o homem que o brasileiro foi adular. De Raúl, o presidente brasileiro não cobra nada. Saúda a entrada do homicida na tal Comunidade dos Países da América Latina e Caribe. Já da democrática Honduras, Lula exige a volta do golpista Manuel Zelaya. Quem se junta com assassinos e sanguinários se torna co-responsável por seus crimes.

E só para encerrar: Raúl matou tanta gente que já não se lembra. Virou coisa banal Aqui vai uma foto em que ele, serenamente, venda um preso imobilizado momentos antes de fuzilá-lo. Eis o homem que diz nunca ter matado ninguém.

cuba-2-raul-venda-prisioneiro




Reinaldo Azevedo

João Hélio e os direitos humanos


Há três anos o menino João Hélio entrava no carro dos seus pais sem saber que a sua breve vida de sete anos seria brutalmente, sangrentamente, criminosamente interrompida por cinco rapazes, entre os quais estava um adolescente de 16 anos.

Essa criança transformou-se num "mártir-mirim da vida" - assim o chamei num artigo que escrevi em forma de carta aberta dirigida a ela e publicado pelo jornal O Globo -, tamanha foi a reação de indignação e de comoção popular diante do modo como ela foi assassinada.

Infelizmente, hoje temos ecos dessa reação popular ao ler nos jornais a notícia de que a organização não-governamental (ONG) Projeto Legal quer mudar o rosto de um delinquente juvenil, réu do crime cometido contra esse pequeno mártir, para o rosto de uma vítima ameaçada de morte e, portanto, com o direito de ser incluída num Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente, podendo viajar para um Estado ou país diferente e assim viver mais seguro.

Mesmo com a imediata intervenção do Ministério Público pedindo a anulação desse ato impetrado pela referida ONG, mesmo com o acerto da decisão judicial de libertação desse delinquente, uma vez que ele cumpriu o prazo-limite de três anos de afastamento da sociedade, várias questões merecem ser consideradas diante do reaparecimento de menino João Hélio na mídia nacional.

Primeira questão: será que a ONG Projeto Legal tem o direito de aumentar a dor dos pais, favorecendo um rapaz que ainda é incapaz de viver em sociedade de forma civilizada, quando se sabe que na sua curta permanência na prisão cometeu mais três crimes, um dos quais foi a tentativa de homicídio de um agente de disciplina, usando tiras de pano e cordas?

Segunda questão: será que os direitos humanos fundamentais, no Brasil, não estarão sendo manipulados por certos grupos de pessoas, que acabam colocando-os num nível de igualdade com outros "direitos" criados e claramente contrários à dignidade da pessoa humana e ao bem comum da sociedade?

Terceira questão: será que não existe mais, na atual civilização, o direito de memória, que exige o dever de respeitar o sofrimento gravado a fogo na mente e no coração dos pais e dos familiares, dos amigos e dos concidadãos de João Hélio, pois no interior de toda essa gente nunca se apagarão as imagens da atrocidade cometida contra essa criança, e a infeliz iniciativa desse tipo só faz pisotear este direito humano?

Quarta questão: será que o nosso mundo, que se vangloria de ser pós-moderno, de ter progredido tanto nos costumes e na ciência, de ter avançado na defesa dos direitos humanos, tem ainda uma reserva de mentes claras e imunes a ideologias camufladas, capaz de falar dos reais direitos humanos e mais capaz ainda de proclamá-los corajosamente, até que o povo brasileiro se convença de que não precisa mais de ONGs que se vão instalando no nosso país somente para conturbar a ordem social e destruir valores culturais e religiosos indiscutíveis?

Queremos que o caso de João Hélio não seja mais um para preencher páginas dos meios de comunicação e tampouco que a sua pura figura de chorosa memória sirva para promoção de algumas entidades interessadas não sabemos em quê. Queremos, sim, que esse "mártir-mirim da vida" desperte a reserva de inteligências esclarecidas, crie ações de famílias preocupadas com a segurança e a paz dos seus membros, a fim de que haja na cultura brasileira uma valorização mais enfática da dignidade humana, que é a raiz profunda dos direitos humanos e o alicerce firme de um mundo mais fraterno e justo.

Nesse sentido, a Igreja Católica no Brasil resiste a ser empurrada para dentro das sacristias e, sempre que houver no País um ou vários atentados contra os direitos fundamentais da pessoa humana, ela terá a coragem de proclamá-los, defendê-los e promover debates purificados de ideologias impregnadas de ateísmo e relativismo.

Os direitos fundamentais que governam as relações sociais, tais como a inviolabilidade da vida humana, o respeito à natureza, a liberdade de imprensa, a informação objetiva na mídia, a propriedade privada, a liberdade religiosa, a educação das crianças e dos jovens isenta de ideologias desconstrutivas da pessoa humana, a verdadeira natureza e identidade do matrimônio e da família, a segurança pública, a saúde integral, o voto sem preço, etc., para citar alguns dos direitos humanos mencionados na encíclica Pacem in Terris, escrita em 1963, pelo beato papa João XXIII, são anteriores ao Estado, são próprios da natureza humana e, principalmente, são originários do próprio Deus.

Nem Estados, nem grupos de Estado, nem autoridades governamentais, nem integrantes de organismos não-governamentais, nem planos nacionais, nem pretensas nações planejadores do mundo têm o direito de impingir aos cidadãos de um país certas propostas que maculam e lesam a dignidade da pessoa humana, mesmo que utilizem a expressão "direitos humanos", sem afirmar quais a sua raiz e a fonte verdadeiras e originais.

João Hélio, eu lhe dizia há três anos que você seria a semente de um Brasil onde as crianças teriam respeito, consideração e muito amor desde o princípio de sua vida e, hoje, tenho de lhe pedir perdão, porque nós, os adultos, não soubemos, ou melhor dizendo, não quisemos regar essa semente neste intervalo de tempo e ela é minúscula, mas lhe prometemos que a sua vida e morte acabará germinando e produzirá os frutos de que o Brasil necessita.

Dom Antonio Augusto Dias Duarte, médico pela Universidade de São Paulo é bispo-auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro



Estadão

Comemorando o Assassinato - Parte 2

Comemorando o Assassinato

A banalização das invasões


O GIGANTESCO acampamento de 5.000 militantes do MST diante de 70 propriedades em São Paulo, seis das quais tomadas de assalto, invadidas com violência e depredações, no "Carnaval vermelho", seria um escândalo em qualquer lugar do mundo, mesmo em regiões conflagradas por guerras ou revoluções. No Brasil atual, porém, fatos dessa natureza estão se tornando rotina. Como no famoso título de Durrenmatt, "seria cômico se não fosse sério". Além de ser desmoralizante para uma nação democrática, pois as invasões violam o Código Civil -que protege expressamente o direito de propriedade de qualquer ameaça ou violência (artigo 1.210)-, é uma extravagante demonstração de desrespeito à Constituição e à própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Neste governo, temos média anual de 248 invasões, contra 166 no anterior. São números preocupantes. Demonstram que o país tem níveis democráticos absolutamente imaturos e, em muitas vezes, até inexistentes quanto ao direito de propriedade e à segurança jurídica no campo.

Para ampliar o poder da esquerda radical sobre órgãos federais e verbas públicas, grupos armados que investem na tese do conflito permanente tentando mudar à força o sistema de governo invadem cada vez mais. Esse mecanismo violento, ilegal e inquietante das invasões de propriedades produtivas atinge um segmento vital para o Brasil, já que a agropecuária responde por um terço dos empregos do país e pelo superavit de US$ 23 bilhões da balança comercial.

Não é possível supor que a violência do MST tenha se tornado rotina, que possa ser absorvida sem indignação na conta nebulosa de tolerância que se concede aos chamados "movimentos sociais", que misturam organizações realmente empenhadas na meritória defesa de direitos civis com maquinações radicais, anacrônicas, marginais e, principalmente, corruptas.

Aliás, assim como a notícia do "Carnaval vermelho" escapou dos registros indignados, proporcionais à sua gravidade, também passou discretamente pelo noticiário a informação a respeito das 43 entidades ditas "privadas e sem fins lucrativos" de Santa Catarina que receberam R$ 11 milhões de recursos federais. Não por mera coincidência, essas entidades estavam sob o comando de notórios dirigentes de invasões de terras.

O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou o "aprofundamento" das análises de convênios firmados entre o Incra (órgão federal controlado pelo MST) e a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina, que é ligada ao mesmo MST. A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar se grupos armados que invadem terras recebem recursos públicos certamente vai fornecer mais dados sobre essa e outras distorções. Esses grupos de ativistas políticos radicais não têm compromisso com a reforma agrária. Se tivessem, em vez de desordem, aplicariam na melhoria dos assentamentos o dinheiro público que recebem. Nesses locais, inúmeras famílias vivem em situação extremamente precária, algumas em condições de extrema pobreza, conforme constatação de pesquisa Ibope.

Ao contrário das afirmações dos líderes desses grupos armados, a sociedade brasileira segue investindo no programa de reforma agrária. Juntos, os dois últimos governos (FHC e Lula) garantiram 80 milhões de hectares de terras para assentamentos. Só para fins de comparação: a área de produção de grãos do país ocupa, no total, 65 milhões de hectares e registra produção de 141 milhões de toneladas.

Esses investimentos poderiam ser maiores? Não sei. O que sei é que temos enormes deficits em todo o campo social. Nossas deficiências em saúde pública, em educação fundamental e moradia são conhecidas. Não contamos com serviços mínimos de segurança, como se a segurança não fosse a primeira condição para vivermos em liberdade. Há inúmeras demandas pressionando as estruturas do Estado, mas os recursos, infelizmente, são parcos e não dá para aumentar a já exorbitante carga de tributos.

Essa é a realidade do país que estamos enfrentando, no campo, com trabalho duro e muita esperança. Temos enorme paciência com as idas e vindas do tempo. Estamos acostumados às intempéries. O que não podemos mais tolerar são os retrocessos no Estado de Direito e a leniência de algumas das principais autoridades do país com o crime.

Invasão de terra é crime. E só países que aplicam a lei e a Justiça contra o crime avançam e melhoram, efetivamente, a vida de todos. O presidente da República não deveria mais se calar a respeito desse assunto. Antes que o MST ouse promover, como já está anunciado, o "abril vermelho", o presidente da República deveria dizer uma palavra aos produtores de alimentos do país e a todos os brasileiros sobre a violência das invasões de terra. Quem cala consente. Com a palavra, o exmo. sr. presidente.


KÁTIA ABREU é senadora da República pelo DEM-TO e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - ARTIGO na Folha de S. Paulo

MST : O Maior Latifundiário Improdutivo do Brasil (OU TERRORISTAS SÃO ASSIM MESMO)


Sabem quantos hectares já foram destinados a assentamentos de “sem-terra” no Brasil nos governos Lula e FHC? 80 milhões! Trata-se de dado incontestável, técnico. Sabem quantos são destinados, no Brasil inteiro, à produção de grãos? 65 milhões.

Vocês entenderam direito. Há mais terras, hoje, sob os “cuidados” do MST no Brasil do que destinadas à produção de alimentos em larga escala. O que se planta naqueles 80 milhões? Ninguém sabe direito. Ou se sabe: mistificação, ideologia, leninismo caboclo. Nos outros, nada menos de 141 milhões de toneladas de comida! Deu pra entender?

O agronegócio brasileiro tem sido o ÚNICO setor superavitário da economia brasileira há muitos anos. É o responsável pelos US$ 240 bilhões de reservas de que Lula se orgulha tanto, como se fossem obra sua. Não obstante, o setor rural vive cercado pelo banditismo ideológico, pelo preconceito de certa imprensa que imagina que comida barata nasça no Carrefour e no Pão-de-Açúcar e, obviamente, pelo amarelão mental que separa o Brasil entre as “vítimas pobrezinhas” do MST e os “tubarões do agronegócio”.

Pois bem. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) escreve hoje um artigo na Folha intitulado “A banalização das invasões”. Merece ser lido e mantido sempre à mão. Dá conta da realidade do campo e de certa loucura metódica que toma conta do país. Os nossos esquerdistas sempre tão dedicados ao estudo da “produção social da riqueza”, acreditam, por alguma razão, que O SETOR QUE GARANTE A ESTABILIDADE DA ECONOMIA não produz “riqueza social”. A comida mais barata do mundo — a brasileira!!! — parece ser obra de algum milagre, uma espécie de maná com que nos presenteia o Altíssimo, ou mesmo Lula, nem tão altíssimo assim.

O crime organizado que hoje cerca o campo é tratado como “movimento social”, e os produtores rurais, na imprensa, aparecem, muitas vezes, no papel de criminosos. TRATA-SE DE UM DELÍRIO MUITO TÍPICO DO ESQUERDISMO BOCÓ. As esquerdas são craques em transformar seus crimes em virtudes, e as virtudes alheias em crimes. Kátia Abreu, também presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), incomoda muito. Em vez da simples estridência do protesto, ela tem o mau gosto (para a militância obscurantista) de lidar com números. Segue o seu artigo, com um pequeno comentário meu ao fim de tudo.

*
O GIGANTESCO acampamento de 5.000 militantes do MST diante de 70 propriedades em São Paulo, seis das quais tomadas de assalto, invadidas com violência e depredações, no “Carnaval vermelho”, seria um escândalo em qualquer lugar do mundo, mesmo em regiões conflagradas por guerras ou revoluções. No Brasil atual, porém, fatos dessa natureza estão se tornando rotina. Como no famoso título de Durrenmatt, “seria cômico se não fosse sério”. Além de ser desmoralizante para uma nação democrática, pois as invasões violam o Código Civil -que protege expressamente o direito de propriedade de qualquer ameaça ou violência (artigo 1.210)-, é uma extravagante demonstração de desrespeito à Constituição e à própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Neste governo, temos média anual de 248 invasões, contra 166 no anterior. São números preocupantes. Demonstram que o país tem níveis democráticos absolutamente imaturos e, em muitas vezes, até inexistentes quanto ao direito de propriedade e à segurança jurídica no campo.

Para ampliar o poder da esquerda radical sobre órgãos federais e verbas públicas, grupos armados que investem na tese do conflito permanente tentando mudar à força o sistema de governo invadem cada vez mais. Esse mecanismo violento, ilegal e inquietante das invasões de propriedades produtivas atinge um segmento vital para o Brasil, já que a agropecuária responde por um terço dos empregos do país e pelo superavit de US$ 23 bilhões da balança comercial.

Não é possível supor que a violência do MST tenha se tornado rotina, que possa ser absorvida sem indignação na conta nebulosa de tolerância que se concede aos chamados “movimentos sociais”, que misturam organizações realmente empenhadas na meritória defesa de direitos civis com maquinações radicais, anacrônicas, marginais e, principalmente, corruptas.

Aliás, assim como a notícia do “Carnaval vermelho” escapou dos registros indignados, proporcionais à sua gravidade, também passou discretamente pelo noticiário a informação a respeito das 43 entidades ditas “privadas e sem fins lucrativos” de Santa Catarina que receberam R$ 11 milhões de recursos federais. Não por mera coincidência, essas entidades estavam sob o comando de notórios dirigentes de invasões de terras.

O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou o “aprofundamento” das análises de convênios firmados entre o Incra (órgão federal controlado pelo MST) e a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina, que é ligada ao mesmo MST. A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar se grupos armados que invadem terras recebem recursos públicos certamente vai fornecer mais dados sobre essa e outras distorções. Esses grupos de ativistas políticos radicais não têm compromisso com a reforma agrária. Se tivessem, em vez de desordem, aplicariam na melhoria dos assentamentos o dinheiro público que recebem. Nesses locais, inúmeras famílias vivem em situação extremamente precária, algumas em condições de extrema pobreza, conforme constatação de pesquisa Ibope.

Ao contrário das afirmações dos líderes desses grupos armados, a sociedade brasileira segue investindo no programa de reforma agrária. Juntos, os dois últimos governos (FHC e Lula) garantiram 80 milhões de hectares de terras para assentamentos. Só para fins de comparação: a área de produção de grãos do país ocupa, no total, 65 milhões de hectares e registra produção de 141 milhões de toneladas.

Esses investimentos poderiam ser maiores? Não sei. O que sei é que temos enormes deficits em todo o campo social. Nossas deficiências em saúde pública, em educação fundamental e moradia são conhecidas. Não contamos com serviços mínimos de segurança, como se a segurança não fosse a primeira condição para vivermos em liberdade. Há inúmeras demandas pressionando as estruturas do Estado, mas os recursos, infelizmente, são parcos e não dá para aumentar a já exorbitante carga de tributos.

Essa é a realidade do país que estamos enfrentando, no campo, com trabalho duro e muita esperança. Temos enorme paciência com as idas e vindas do tempo. Estamos acostumados às intempéries. O que não podemos mais tolerar são os retrocessos no Estado de Direito e a leniência de algumas das principais autoridades do país com o crime.

Invasão de terra é crime. E só países que aplicam a lei e a Justiça contra o crime avançam e melhoram, efetivamente, a vida de todos. O presidente da República não deveria mais se calar a respeito desse assunto. Antes que o MST ouse promover, como já está anunciado, o “abril vermelho”, o presidente da República deveria dizer uma palavra aos produtores de alimentos do país e a todos os brasileiros sobre a violência das invasões de terra. Quem cala consente. Com a palavra, o exmo. sr. presidente.

*
Encerro
Vamos lá, com a clareza habitual. Muitos perguntam neste blog e em toda parte: “Ela não seria uma ótima candidata a vice-presidente?” Eu acho que seria, claro! Por enquanto, entendem?

E vamos ver quanto tempo vai demorar para que mobilizem contra ela a máquina de enlamear reputações. A mesma lavanderia que transforma antigos “inimigos do povo” em flores do progressismo — a exemplo do que o PT faz com José Sarney ou Delfim Netto — também se mobiliza para sujar biografias. E a máquina é poderosa, com ramificações na Polícia Federal, no Ministério Público, no Legislativo, no Judiciário e, SEM DÚVIDA NENHUMA, na imprensa.

Na semana passada, um aiatolá do PT, Dalmo Dallari, já saiu atirando contra Kátia Abreu. Ele considera um absurdo que ela seja senadora e presidente da CNA. Mas acha muito normal que o governo Lula seja, na prática, conduzido pelos sindicalistas da CUT e que o Incra seja um aparelho do MST. Entenderam a lógica do gigante?

A luta é longa e renhida.




Reinaldo Azevedo