quarta-feira, 26 de junho de 2013

Relação das FARC com o Foro de São Paulo


Interrogado pelos jornalistas, Raúl Reyes, líder guerrilheiro colombiano, admitiu em sua recente visita à Venezuela que as FARC formam parte do chamado Foro de São Paulo. Vejamos a que se referia.

Depois da queda do Muro de Berlim em 1989 e da derrubada do comunismo na ex-União Soviética, Fidel Castro decidiu substituir o apoio que recebia do Bloco Oriental pelo de uma transnacional latino-americana.

Aproveitando o poder parlamentar que tinha o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, Fidel Castro convocou em 1990, junto com Luis Inácio “Lula” da Silva, todos os grupos guerrilheiros da América Latina a uma reunião na cidade de São Paulo.

Além do próprio PT e do Partido Comunista de Cuba, acudiram ao chamado o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC); a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua; a União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG); a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador; o Partido da Revolução Democrática (PRD) do México; e várias dezenas mais de grupos guerrilheiros e partidos de esquerda da região que iam se juntando ao longo dos anos, como o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) do México.

Alí decidiram formar uma organização que se auto-denominou Foro de São Paulo.
Para dirigi-lo centralizadamente, criaram um Estado Maior civil, dirigido por Fidel Castro, Lula, Tomás Borge e Frei Betto, entre outros, e um Estado Maior militar, comandado também pelo próprio Fidel Castro, o líder sandinista Daniel Ortega, e no qual tem um papel importante o argentino Enrique Gorriarán Merlo.

Gorriarán Merlo foi fundador do Exército Revolucionário do Povo (ERP) e posteriormente do Movimento Todos pela Pátria (MTP). Gorriarán Merlo é o autor do ataque terrorista de janeiro de 1989 ao regimento de infantaria La Tablada, em Buenos Aires, no qual morreram 39 pessoas, e foi quem encabeçou a esquadra que assassinou Anastasio Somoza em Assunção, Paraguai, em setembro de 1980.

Gorriarán Merlo também organizou a maquinaria militar do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), o mesmo que há três anos e meio tomou a residência do embaixador japonês em Lima.
O Foro de São Paulo tem um sistema de comunicação permanente, e até produz uma revista trimestral própria, denominada América Livre.
Estabeleceu uma forma sólida e permanente de financiamento, baseada em sequestro, roubo de gado, cobrança de impostos, assaltos a bancos, pirataria, narcotráfico e demais atividades ilegais que rotineiramente praticam os grupos guerrilheiros na América Latina.

Tendo em vista que o marxismo dos anos sessenta já estava caduco e desprestigiado, os diretores do Foro de São Paulo decidiram adotar formalmente diversos disfarces:

um foi o do indigenismo, ou a suposta luta pelos direitos dos indígenas, para encobrir a formação de grupos guerrilheiros (Exército Zapatista de Libertação Nacional), e também a promoção do separatismo, argumentando que os territórios ocupados pelas tribos indígenas são próprios e não do Estado nacional.

Outro foi o do ecologismo radical que, alegando a proteção do meio ambiente, justificou a ação de terroristas que obstaculizaram o avanço do Estado em obras públicas de infraestrutura como rodovias e tensão elétrica.

E finalmente, o de uma versão extremista da chamada Teologia da Libertação (Frei Betto, Leonardo Boff, Paulo Evaristo Arns), com o objetivo de dividir a Igreja Católica e justificar a violência com argumentos supostamente cristãos.

Segundo um informe da AP, datado em Montevidéo, Hugo Chávez se inscreveu no Foro de São Paulo em 30 de maio de 1995. Isto foi confirmado por Pablo Beltrán, líder do ELN, em uma entrevista realizada pela Globovisión em 17 de novembro de 1999.
Há quatro anos o investigador colombiano Jesús E. La Rotta publicou um livro intitulado As Finanças da Subversão Colombiana, no qual revela os resultados de suas investigações sobre as fontes de financiamento das FARC, do ELN e do EPL.

Fazendo uso de numerosos gráficos e tabelas, La Rotta identifica seis formas ou modos gerais por meio dos quais os guerrilheiros colombianos obtêm entrada de dinheiro, a saber:

a extorsão em menor escala, como os impostos, o bilhete e a cobrança de pedágios, de onde obtêm um total de 1.030 milhões de dólares ao ano;

a extorsão em grande escala a empresas nacionais e multinacionais nos diversos setores como o petroleiro, agrícola, pecuário, industrial, comercial e financeiro, de onde arrecadam 5.270 milhões de dólares anuais;

o abigeato ou roubo de gado, de onde recolhem 270 milhões de dólares anualmente; os assaltos, por meio dos quais conseguem 400 milhões de dólares ao ano;

a pirataria, seja terrestre, fluvial, marítima ou aérea, que lhes rende 150 milhões de dólares em depósitos anuais e, finalmente, o narcotráfico, de onde obtêm 1.130 milhões de dólares ao ano.
udo isso soma oito mil duzentos e cinquenta (8.250) milhões de dólares ao ano, cifra muito superior aos orçamentos de todas as Forças Armadas Nacionais de todos os países andinos.

Todavia, La Rotta admite que se tratam de cifras de 1994, e explica que “os grupos subversivos, em particular as FARC e o, entraram em franco processo de substituição dos cartéis da droga desmantelados e que, cumprido tal processo, se fechará o círculo do enriquecimento quando incorporarem em plenitude o produto global do narcotráfico, que pode representar-lhes depósitos de dinheiro superiores”.

Poucos meses depois de haver-se publicado o livro de La Rotta, saiu o livro O Cartel das FARC, elaborado por major colombiano Luis Alberto Villamarín Pulido, o qual alega que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia constituem o terceiro e mais poderoso cartel das drogas.

Embora já existissem provas da vinculação do ELN e das FARC com o narcotráfico, os documentos retidos em 31 de janeiro de 1996 das quadrilhas 14 e 15 das FARC, por tropas da Brigada 12 em Paujil (Caquetá), comprometem ainda mais os guerrilheiros com o tráfico de drogas: aparecem as frequências de VHF e inúmeros telefonemas dos capos do Cartel de Cali, assim como atas de reuniões entre as FARC e os narco-traficantes.

O livro está cheio de afirmações impressionantes, como esta:

“A infraestrutura do cartel das FARC tem todos os elementos de organização e controle próprios dos bandos de mafiosos que inundam o mundo civilizado com o tráfico ilícito de cocaína, com o agravante de que ameaçam camponeses, envolvendo-os com as milícias bolivarianas e o partido comunista clandestino.

A ação dos delinquentes do cartel das FARC ultrapassa as fronteiras nacionais”.


por Alejandro Peña Esclusa em 16 de outubro de 2002Fuerza Solidaria - Venezuela

#ForaForodeSãoPaulo


terça-feira, 25 de junho de 2013

Manifestação contra o Foro de São Paulo



O Foro de São Paulo é um órgão criado por Fidel Castro e Lula em 1990 que tem articulado toda a esquerda da America Latina, com intenções auto declaradas de 'recuperar na America Latina, o que se perdeu no Leste Europeu (Queda do muro de Berlin e URSS)'' - nas palavras de Castro.
Ao longo de todos esses anos, entre esses planos e, além de auxiliar no financiamento da ditadura cubana que perdera patrocínio, articularam a candidatura e elegeram Lula, Hugo Chavez, além de outros presidentes ligados as guerrilhas e as FARC no equador, Colômbia, e vários outros países, além da própria Dilma Roussef.

Os membros desse Foro, governam hoje praticamente 70% da America Latina e mantém representações e ligações abertas com guerrilhas de todo o continente e até da Europa.

Em vários casos, o caos montado no Brasil nos dias de hoje, se repetiu em cenários igualmente preparados para a insurreição, com manifestações nas ruas, baderneiros infiltrados, falta de liderança, caos estabelecido... e antes disso, a total falta de oposição.

Muitos desconhecessem ainda a responsabilidade do Foro de São Paulo sobre a confusão que vive o Brasil, e nossa tarefa antes de sair às ruas será de instruir e convidar as pessoas à compreensão dos detalhes desse Foro de SP.








ATAS ORIGINAIS DO FORO: CLICK AQUI

o Foro de SP em 10 capítulos: CLICK AQUI


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Entrevista com Luiz Felipe Pondé



Fumando um charuto cubano Montecristo, o filósofo Luiz Felipe Pondé recebe IMPRENSA no escritório-biblioteca de seu apartamento na zona oeste de São Paulo. “É o único produto cubano que aprecio. Talvez, o único produto cubano que exista", brinca.
Na sala repleta de livros, muitos empilhados no chão, e estantes cheias de imagens religiosas – de santos a orixás – o filosofo ateu (desde os oito anos) trabalha às segundas, terças e quartas. Na quinta, dá aulas na Faap. Na sexta, vai à Faap pela manhã, PUC pela tarde e TV Cultura à noite.

Colunista às segundas da “Ilustrada”, da Folha, é, hoje, um intelectual pop. Mesmo imerso em temas densos, está na TV, revistas e é best-seller, principalmente com os seus "Contra um mundo melhor" [Editora Leya, 2010] e o “Manual do Politicamente Incorreto da Filosofia” [Editora Leya, 2012].

Não é incomum ouvir seu nome associado a outros adjetivos como direitista, conservador, “reaça” (para os leigos: reacionário). E outros menos gentis. Entre adeptos e adversários, certo é que ele é polêmico. E não nega os dois últimos “rótulos”.

“Eu me vejo como um liberal conservative [um direitista liberal]. Sou conservador em política, liberal no resto. Por exemplo, sou a favor do casamento gay. Eu me sinto uma pessoa muito mais liberal e menos moralista do que pessoas de esquerda que conheço”, diz.

Em entrevista exclusiva à IMPRENSA, Pondé fala da dicotomia direita/esquerda, PT, Chávez, Deus, e, é claro, mídia e imprensa. Como de praxe, bem longe do muro. “É bom ter um veículo como a Vejaque chamou a responsabilidade para si de fazer oposição, já que não existe oposição no país.” Confira o papo na íntegra.

MÍDIA E IMPRENSA

IMPRENSA – O politicamente correto também pauta a mídia e a imprensa brasileira?
LUIZ FELIPE PONDÉ – Está presente, sim. E tem se instaurado pelas universidades, pelas ciências sociais, pelo curso de jornalismo, pela escola de direito, de magistratura e tudo mais. Isso tudo acaba desaguando na mídia, porque o jornalista, na sua raiz, tem uma imagem de si mesmo como uma espécie de pregador do bem, que vai corrigir os problemas do mundo. 

A seu ver, assumir qualquer papel nesse sentido é bobagem?
Sabe aquela piada de que a diferença entre o publicitário e o jornalista é que ambos vão para o inferno, mas que o jornalista não sabe? O jornalista se vê como um cara puro. Muitas vezes, o que dá viés no jornalismo é a ideologia do editor, do repórter. É na pergunta que ele faz. Isso é pior no jornalismo do que o dono do jornal. Quer ver outra forma, esta indireta, de politicamente correto? No medo, medo de escrever. Uma das coisas que os leitores identificam em mim é que eu não tenho medo do leitor, não estou preocupado em agradá-lo.

O jornalismo brasileiro está cheio de medo?
Sim. Pelo menos o opinativo está. É menos medo consciente, e mais medo de não agradar o leitor.
Você fala o que todo mundo quer porque faz parte do pacotinho ético que se espera de você. Isso é o politicamente correto comendo pelas bordas. Um dos problemas das democracias é que ela revelou aos idiotas a sua maioria numérica. Essa é do Nelson Rodrigues.
Discute-se muito se a mídia deve ser isenta ou pode ser política. Qual é o "modelo" de imprensa que mais te agrada?
Acredito mais no modelo de veículo plural, como a Folha, que publica eu e o [filósofo Vladimir] Safatle. Isso gera controvérsia e polêmica. No contexto nacional, você pode ter um veículo como a Folha, outro como o Estadão, que tem uma linha editorial que não é conservadora liberal como muita gente acha que é, porque a massa média das redações é de formação de esquerda. 

E qual é sua opinião sobre a Veja?
Acho importante que exista uma revista como a Veja, que assume que é conservadora liberal, que chamou para a si a responsabilidade de fazer oposição, já que não existe oposição no país. Nós temos um partido no poder que tem um projeto de esquerda de nunca mais sair do poder. E isso é perigoso. A saída da Veja é honesta.

Veja está só nessa?
Se você compara Estadão à Veja, a Veja é a verdadeira liberal conservative no Brasil. O Estadão é conservador no sentido de não gostar de polêmica. Isso faz com que ele faça matérias e análises muito boas e densas, mas é um jornal bem comportado. O Estadão é um conservador comportado e a Veja é um conservador rebelde.

Como você vê o jornalismo da Carta Capital, por ser mais à esquerda e mais sintonizada com o governo?
É o veículo da esquerda brasileira. É honesta, sendo de esquerda. O problema é que a esquerda tem uma desonestidade de se achar pura. A esquerda herdou um puritanismo hipócrita do cristianismo medieval e moderno. O [escritor Mario Vargas] Llosa fala uma coisa muito boa. A esquerda perdeu em tudo, menos na cultura. Ela domina a cultura. Aí é forte, porque aí ela vai formando cabeça. A Carta Capital não acha que está em uma luta política, mas na luta do bem. 

POLÍTICA, DIREITA E ESQUERDA

Como você tem visto a defesa da regulação da mídia, principalmente por parte do PT?
Toda forma da regulação sempre foi em nome do bem. E hoje continua assim. Os que querem regular, regulam sempre em nome do combate a algo ruim. Acho que a regulação deve vir dos próprios veículos.

Você se assume como conservador de direita. O que é isso para você?
Eu me vejo, como se fala em inglês, um liberal conservative. Sou conservador em política, liberal no resto. O que é isso? Acho que tem que ter propriedade privada, regime democrático republicano constitucional. A democracia é um regime imperfeito. Agora, acho que as pessoas têm a possibilidade e o direito de procurar realizar os sonhos delas de viver do jeito que quiserem. Lembro que em uma sabatina da Folha, três anos atrás, me perguntaram: "Você é a favor ou contra o casamento gay?" Eu disse: "Eu sou a favor." Reagiram: "Como assim?" Então, tem essas dicotomias bobas. Eu me sinto uma pessoa muito mais liberal e menos moralista do que as pessoas de esquerda que conheço.
Apesar da polêmica de números e métodos (como as políticas assistencialistas), é inegável que o PT tenha executado uma política efetiva contra a miséria. É possível criticá-la de forma absoluta?
Só se pode redistribuir renda quando há aumento de produtividade real da sociedade. Já estamos pagando a conta da farra das bolsas agora.

Um governo como o de Chávez, na Venezuela, não primou pelo compromisso democrático em vários casos, mas fez um "acerto de contas" em benefício da classe historicamente explorada, a indígena. O governo chavista deixa alguma lição para países colonizados, como o Brasil?
Não, a não ser o velho caudilhismo na América Latina. Não vejo como se pode "fazer justiça social" dando coisas pras pessoas. "Justiça social" é mercado econômico ativo. Quando você torna alguém cliente do estado, você destroi o caráter da pessoa. Não concordo com a ideia de vitimas históricas.

Quando se fala em "direita" e pensamento conservador no Brasil, pensa-se logo em ditadura. O problema está em certo autoritarismo da direita ou na incapacidade de ela se desvencilhar deste rótulo?
Associar pensamento liberal conservative com ditadura é um falta de conhecimento e mau-caratismo da esquerda, que se saiu bem da ditadura mantendo os "meios de produção da cultura" e destruindo qualquer debate real de ideias. Não existe opção partidária para quem é liberal conservative (ou direita liberal em português) no Brasil.

OUTROS PAPOS
Mudando um pouco de assunto. Na sua opinião, que mídia é a Internet?
É uma plataforma extremamente importante, que mudou a forma de se comunicar, mas junto traz o
que é de bom e o que é de bosta. A banalidade do ser humano vem à tona, porque deu voz a todo mundo. Grande parte da vida é dominada por essas coisas. Você é tragado por "eu tenho dinheiro ou não tenho", "sou amado ou não sou", "consigo transar ou não consigo", "consigo comer ou não", "tenho casa ou não tenho." Isso aparece na Internet. Sabe essa coisa de você colocar uma foto de dentro de um avião, porque você nunca andou de avião, ou uma foto da casa própria, porque você nunca teve?

Para finalizar, o ateísmo é a "categoria" que melhor define sua opinião sobre Deus?
O primeiro momento que me lembro como ateu, tinha oito anos. Lembro do dia, inclusive. Tenho o sentimento de que, aos oito ou dez anos, eu já era mais ou menos quem sou hoje. Escrevi isso no livro que eu publiquei com o João Pereira Coutinho e o Denis Rosenfield, “Porque virei à direita” [Ed. Três Estrelas, 2012]. Mas, hoje, acho o ateísmo banal, é a hipótese mais fácil. Ao mesmo tempo, acho Deus uma hipótese elegante. A ideia de que exista um ser inteligente, bondoso, que gerou o mundo, é filosoficamente interessante. Mas, não sinto necessidade no meu dia a dia. Nasci sem órgão metafísico.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Isso não te incomoda?





O que significa “ser governado”?




Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, 
regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude… Ser governado significa que todo movimento, operação ou transação que realizamos é anotada, registrada, catalogado em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade! … Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar à tamanha sujeição durante sessenta séculos?

Aquele que botar as mãos sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo.



Pierre Proudhon, primeiro teórico a se declarar anarquista de forma clara e explicita